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Sir Richard “Rockstar” Branson

Postado por Fabiano Coura em 16/10/06 as 09h12

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Sem dúvida essa foi a palestra mais inspiradora até agora: como foi construída a marca mais “esticada” do mundo? Uma empresa bilionária que vai contra todas as regras de marketing que aprendemos a vida toda e suporta negócios vencedores nos mais diferentes e competitivos segmentos, que vão de companhia aérea, operadora de celular, operadora de turismo, banco (o mais confiável da Inglaterra), gravadora (eles possuem o Rolling Stones), rede de academias de ginástica e e-commerce de música (parecido com o iTuens), só para citar alguns.

Segundo Branson, a Virgin funciona tão bem assim, pois age como um eco-sistema em que as grandes empresas dirigem as menores - com poder descentralizado e total ausência de burocracia – e trabalham em conjunto para crescer e para se adequar ao ambiente, expulsando muitas vezes “organismos estranhos“.

Sob o lema “Some says why and some says why not”, tudo o que a empresa faz também em comunicação tem uma “pimenta”, tem a busca pelo novo e diferente por trás. Além disso, o espírito arrojado do fundador faz toda a diferença, principalmente quando o assunto é explorar um novo mercado. Em 1979, por exemplo, Richard estava com alguns amigos na sua ilha no Caribe, quando soube que todos os vôos da pequena empresa aérea da região haviam sidos cancelados. Imediatamente ligou para um táxi aéreo, alugou um avião, colocou - de brincadeira - um cartaz “Virgin Airlines” no avião e lotou ele com outros passageiros que estavam também nos vôos que haviam sidos cancelados. No final da viagem uma passageira comentou - “o serviço de vocês é bom, vocês deviam abrir uma companhia aérea!”. De volta a Inglaterra, Branson decide então montar a companhia, logo após ser criticado pelo então presidente da British Airways – “ele é muito velho para o Rock’n’Roll e muito jovem para voar”. Anos mais tarde a Virgin Atlantic festejava a chagada de vários novos boings, todos pintados com a resposta de Branson para o presidente da British – “Bigger than Yours”. Lendas assim são muito boas para a construção da marca, diga-se de passagem.

Como ele conseguiu tudo isso?

#1. Construindo uma marca com forte associação a “entretenimento”, o que reforça em todos os negócios que as pessoas podem se divertir, seja com em um vôo, seja com seu celular ou seja com seu banco (!). Esse atributo atua diretamente no íntimo das pessoas, que buscam se diferenciar através de seu consumo, fugindo do tradicional e do “certinho”.

#2. Entendendo que as pessoas são os assets mais importantes de suas empresas e fundamentais para fazer com que o eco-sistema funcione eficientemente. Para isso a cultura das empresas busca suportar um clima para que as pessoas estejam sempre engajadas, felizes, orgulhosas e se sentindo parte da marca e da missão da empresa. Um grande desafio, já que a medida que as empresas crescem, perdem gradualmente o caráter “pessoal”, representado pelo próprio Richard. A Virgin também destina milhões de dólares para projetos de responsabilidade social por todo mundo e divide essa trabalho com os próprios funcionários – “a great country has a great responsability”.

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Branson sendo entrevistado pelo John Grecco, presidente da DMA

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Comentários

Fábio, parabéns pela sua capacidade em transmitir uma síntese dos principais pontos abordados na DMA. Com todo respeito, seu blog vai servir de fonte para o resumo da DMA que estou preparando para compartilhar com a minha equipe. Abs

Fala Fabi, o Sir. Richard Branson deu uma aula, arrebentou. Muito boa a tua descrição da palestra.
Dado

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