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Emerging Media & Vi­deo Revolution

Postado por Fabiano Coura em 15/10/06 as 11h52

Michael Davis, SVP & Director of Emerging Media, Draft

Platéia lotada e palestrante tenso. Nessa situação nada melhor que uma piadinha para relaxar: "€œEstou nervoso hoje porque sei que amanhã o Richard Branson vai fazer a apresentação dele aqui e estou me sentindo como uma bandinha qualquer abrindo o show do Rolling Stones!"€.

Desde que a Draft (uma agência de marketing direto) se uniu com a FCB, muitas coisas estão acontecendo por lá. Entre elas, a necessidade de se disseminar o DNA da comunicação dirigida e da ativação pela nova agência (parece que conheço essa missão!), por isso eles tem inovado em um monte de execuções em novas mí­dias, principalmente para a Kellogs, que é uma conta global deles.

Bom, vamos a palestra. No blá blá blá inicial aquela estória toda que já conhecemos: 80 milhões de usuários broadband nos EUA, 250 milhões de celulares ativos, 60 milhões de casas com aparelhos de video on demand, 55% das pessoas terão um notebook até o final do ano que vem, 80 milhões de usuários do TiVo e mais de 33 milhões de assinantes de rádio por satélite (sem insersões comerciais). Ou seja, uma absurda e crescente fragmentação de mí­dia que coloca o cliente ainda mais no poder (pulling) com uma infinidade de opções diferentes para gastar seu tempo, sem necessariamente consumir mí­dia nesse processo.

Quais são as alternativas? Segundo Miles, a Draft aposta no "€œContent is the new King"€. Conteúdo de alta qualidade, adaptado para diversas plataformas existentes (iPod, PSP, celulares, etc) e distribuí­dos via redes sociais, proporcionando a audiência os mágicos 4 Cs que tanto esperam: control, choice, customization e collaboration (O Mundo é de quem faz!).

Sem dúvida estamos acompanhando esse ano a revolução do ví­deo no mundo (veja a aposta do Google comprando o YouTube essa semana!). Antigamente o custo médio para a produção de um minuto de ví­deo em 35mm era de aproximadamente US$70,00. Hoje em dia o mesmo minuto custa apenas US$2,00 para ser rodado em uma câmera HD. No Google a busca por filmes independentes ultrapassou durante os últimos meses a busca por ví­deos comerciais (€œIndependent€ = 108 milhões de buscas X €œHollywood€ = 81 milhões de buscas). Os conteúdos mais consumidos hoje em dia no mundo estão na Internet e as pessoas já entenderam que nesse canal elas podem mandar sua mensagem para o mundo (67% dos produtores de conteúdo pessoal o fazem pela fama e pelo reconhecimento pela sua criatividade). Vejam o recente exemplo dos chafarizes de Coca-cola Light com Mentos. Vejam os ví­deos da "Lonelygirl15" no YouTube, cuja audiência (de mais de 11 milhões de espectadores) já ultrapassou a de muitos programas mainstream por aqui.

Para podermos aproveitar as oportunidades desse cenário vamos ter que...

#1. Entender melhor esse eco-sistema (e todos os detalhes técnicos por trás de cada processo) para distribuirmos nossos conteúdos através dele: Geração de conteúdo (Apple iMovie, Microsoft Movie Maker, etc); Agregadores de conteúdo (iTunes, YouTube, iFilm, etc) e Plataformas de consumo  de conteúdo (Mobile Browser, Internet Explorer, Java Browser, Playstation Portable, iPod, etc).

#2. Compreender que as pessoas querem acessar seus conteúdos em dispositivos móveis e€“ querem ter a TV em seu celular - mesmo que isso comprometa a qualidade desse consumo (39% das pessoas usam o celular aqui nos EUA para consultar a previsão do tempo; 27% para consultar informações sobre o trânsito; 23% para ver filmes; 21% para assistir shows de comédia; 21% para assistir noticiários e 19% para assistir programas de esportes).

#3. Usar muita criatividade para entender a cabeça desses novos consumidores de conteúdo e produzir coisas legais que passem pelos seus filtros neurais "anti-comerciais".

#4. Colocar toda a tecnologia existente e o poder das redes sociais para fazer as idéias acontecerem com o menor esforço possí­vel de mí­dia (isso é o que os clientes vão começar a procurar cada vez mais).

Para fechar, dois exemplos bem legais em que esses 4 pontos se fazem presentes.

A Shakira nunca vendeu tantos discos quanto tem vendido nesses últimos dias sem esforço nenhum de mídia. Um clipe bizarro produzido com sua música já foi visto por mais 18 milhões de pessoas na Internet. Pela regra geral, depois que você assiste umas 4 vezes acaba começando a gostar da música e vai comprar o disco.

Nesse belo projeto da MediaZest (UK) para ajudar a C&A a promover sua nova linha de lingerie em Berlin, um display em 3D dentro da vitrine da loja projetava o holograma de uma linda mocinha que ficava chamando as pessoas na rua. Tudo era filmado e transmitido ao vivo pela Internet. Alguns filmes de 30 segundos com uma compilação dos trechos mais engraçados capturados na rua foram para a mí­dia para potencializar ainda mais o efeito viral da ação (clique na imagem abaixo para ir para o site deles e assistir um ví­deo que conta essa estória).

Seitegirl

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