Tecnologias

Tendência 1/8: Jogos virtuais em plataformas reais

Postado por Fabiano Coura em 06/08/10 as 18h49

[#quandoodigitalinvadeoreal]

Nesse post inaugural da sequência de tendências que quero falar aqui, vou começar falando sobre o Foursquare – a grande moda do momento para consumidores e marcas – e certamente um dos projetos pioneiros nesse contexto. A proposta é a de se utilizar da localização dos usuários, fornecida pelo GPS do celular, para criar um enorme tabuleiro no mundo real, em que todos os pontos de encontro do mundo – de restaurantes a lojas e pontos turísticos – se transformam em “casas virtuais”. O objetivo é simples: competir com seu grupo de amigos por pontos e medalhas (badges) digitais, acumulados em check-ins e tarefas no mundo real. Além do aspecto “capital social”, os usuários colaboram para agregar conteúdo digital sobre todas as localidades físicas visitadas, que vão desde dicas sobre os cardápios de restaurantes, a observações sobre a coleção de museus.

A primeira coisa para notar aqui é que uma inovação assim jamais seria possível se não fosse a capacidade de “sentir” dos nossos celulares de hoje em dia. A fusão de um monte de sensores – como: GPS, web, giroscópio, acelerômetro, bussola, etc – dá a esses aparelhos uma capacidade muito grande de interpretar características do mundo real para reagir e atuar de acordo com o ambiente do usuário. Pense sobre a quantidade de oportunidades que surgirão ao longo dos próximos 5 anos para criarmos e recriarmos negócios e indústrias explorando essa grande capacidade mais distribuída e poderosa: (1) teremos muito mais gente usando celulares inteligentes; (2) as pessoas até lá estarão muito mais habilitadas a usar esse tipo de serviço; (3) essa capacidade sensorial e “sensocial” dos aparelhos irá evoluir muito – tanto em precisão, quanto em diversidade. Possivelmente esses celulares que virão ao longo dos próximos 5 anos serão capazes de “sentir” aspectos sociais e físicos como jamais imaginamos que seria possível (batidas cardíacas, temperatura, emoções, reações físicas, etc). E para olhar esse futuro, nada melhor do que olhar para o passado e se lembrar que há menos de 3 meros anos não poderíamos sequer imaginar boa parte das inovações trazidas pelo iPhone... Assim fica fácil acreditar que realmente não dá para imaginar nada ainda sobre o que virá por aí.

A segunda observação é de que inovações desse tipo sempre sofrem com as barreiras de adoção. De fato, muitas delas morrem na praia antes de atingirem a maturidade, rompendo a barreira de uso exclusivo dos early adopters e atingindo o público maintream e sua capacidade de massificar o uso e permitir ganhos de escala e o aumento do valor da plataforma. Se você usa o Foursquare desde o início – o que é o meu caso – pôde acompanhar de perto essa quebra de barreira. Vai se lembrar de que no início usava esse negócio sem nem mesmo entender o porquê... Simplesmente porque não havia valor [não havia nada além da novidade, além de poder “estar por dentro”]. Não havia com quem "competir", não haviam informações sobre os locais de interesse, não havia utilidade e tampouco “amigos” para trocar capital social. O Foursquare só foi vencedor porque conseguiu preencher esse gap de adoção criando um valor muito grande sobre o quesito “pertencer”. Criaram essa sensação de “eu sou legal porque eu conheço o Foursquare e já tenho 5 badges: o rookie, o welcome to the world above 59th, blábláblá”. Entender essas sutilezas sobre o que causa interesse e engajamento espontâneo é algo que será cada vez mais importante [e escasso também].

O próximo exemplo é de um experimento de um grupo de amigos: “Racer” REAL Game. Eles construíram uma pista de papelão que é percorrida por um carrinho de controle remoto com uma câmera acoplada. O jogador fica em um cockpit de frente a uma tela “assistindo” as imagens transmitidas pelo carrinho em tempo real e controlando ele através de controles de arcade. É muito interessante notar como essa fusão do real com o eletrônico e virtual é curiosa e inesperada. E como nosso cérebro funciona quando vê algo inesperado.

Na linha do projeto anterior, abaixo você vê um vídeo do AirDrone, que será lançado comercialmente nos EUA em setembro (vou comprar um, certeza). A idéia aqui também é a de um game que se utiliza de transmissão ao vivo de vídeo a partir de um objeto (nesse caso um helicóptero) que é controlado remotamente (nesse caso por um iPhone). É praticamente a viabilização para as massas dos famosos aviões spy utilizados pelos EUA nas recentes operações no Oriente Médio. Assista o vídeo abaixo pra ver algumas das aplicações que serão disponibilizadas já no lançamento... Além de espionar os vizinhos, dá para se divertir em um jogo em realidade aumentada que parece ser bem legal.

Integração do mundo real com o mundo digital | Contextos

Postado por Fabiano Coura em 23/07/10 as 22h30

[#quandoodigitalinvadeoreal]

Esses são os contextos que eu organizei a respeito desse assunto. Ao longo dos posts vamos ver se surge mais alguma coisa, ou mesmo se consigo colecionar um pouco mais de exemplos.

1. Jogos virtuais em plataformas reais

2. Produtos digitais para melhorar a experiência de produtos reais

3. Informações virtuais aplicadas no mundo real

4. Ascensão de interfaces “mais humanas”

5. Experiências virtuais com desfechos no mundo real

6. Objetos conectados invadindo nosso dia-a-dia

7. Recursos digitais incrementando espaços físicos

8. Massificação de soluções para produção de produtos customizados em casa

Integração do mundo real com o mundo digital | Intro

Postado por Fabiano Coura em 23/07/10 as 22h21

[#quandoodigitalinvadeoreal]

Desde a idade da pedra aprendemos a combinar e moldar materiais para criar objetos que pudéssem garantir a sobrevivência da espécie. Nossos antepassados mais primitivos souberam aplicar muito bem seus conhecimentos de física e química para produzir “coisas”. Tudo para facilitar suas vidas. Ou melhor, as nossas! Enfim, é por isso que estamos aqui hoje. Apesar do compartilhamento de conhecimento de geração para geração, a produção desses objetos parecia também contar com a ajuda de habilidades criativas e braçais pré-programadas no cérebro. É como se o Homem já nascesse com um “hardware” embutido responsável por estimulá-lo criativamente nessas tarefas manuais. Essa intuição chega como herança para nossa geração, que subutiliza esse recurso diante de uma forte economia baseada em serviços e de uma rede repleta de recursos... como dizer? Não palpáveis!?

Ao longo dos últimos 10 anos, ignoramos essa força e migramos muito rapidamente nosso tempo – até então dedicado à atividades do mundo real – para atividades no mundo virtual. Em busca da eficiência, abandonamos a caneta, o papel e parte dos contatos sociais, que passa a acontecer virtualmente. Encontramos alternativas digitais para tudo: para o entretenimento, leitura, amizade, aprendizado e até para o sexo.

Em meio a essa rápida digitalização da vida e do mundo, me parece que “pequenas coisas” do mundo real começam a fazer falta. Uma das consequências disso é ver o aumento da quantidade de gente buscando cursos de pintura, culinária, costura, aeromodelismo, miniaturas, design de jóias, entre outras atividades, digamos assim, mais manuais e tangíveis. Nas agências de comunicação, cujo trabalho da maior parte das pessoas é 100% intangível (idéia ainda não tem peso, certo?) colecionamos brinquedos sobre as mesas e organizamos, durante a copa do mundo, grupos para troca de figurinhas. É como se estivéssemos buscando inconscientemente preencher esse vácuo deixado pelas coisas que deixamos de fazer, com atividades que possibilitem produzir e ver algum produto tangível de nossa criação.

Queira ou não, essa é uma realidade sem volta, não virtual e nem um pouco aumentada. Esse desejo pelas experiências físicas é algo que vai perseguir nossa raça até que as teorias de Charles Darwin se façam verdade em uma nova geração de bebês com firmwares ajustados ao nosso tempo. Enquanto isso não acontece, uma grande oportunidade se apresenta: a de usar o digital cada vez mais para melhorar o mundo real, buscando atender – simultaneamente – as necessidades de negócios de nossos clientes.

Essa fusão entre a infraestrutura física (hardware) e a digital (software+rede) está apenas começando, mas já está produzindo coisas muito interessantes e que inspiram a pensar ainda mais sem limites sobre esse assunto. Ao longo dos próximos posts eu vou tentar explorar um pouco mais esse assunto, listando alguns contextos que eu acho importantes e organizando junto com os pensamentos soltos, alguns exemplos.

O que interface tem a ver com construção de marca?

Postado por Fabiano Coura em 23/06/10 as 13h53

A resposta é: TUDO. Acabei de sair da apresentação da Barbarian + Cheil, onde foi apresentada uma versão real bem acabada da interface do “Majority Report”. Deu para ver que ainda não há muita precisão, mas deu para ter uma ótima impressão do que vem por aí. Eu particularmente acho que o impacto disso será muito grande. Talvez tão grande quanto foi a chegada das interfaces touch para as massas, que se deu fundamentalmente pelo sucesso de vendas do iPhone. Além de muito intuitivas – pelo fato de explorarem gestos humanos – elas facilitam enormemente a manipulação de uma grande quantidade de informações, de uma forma muito mais fácil e natural. Por isso mesmo causará uma ruptura, pois existentes modelos mentais de interação e navegação – até então definidos como padrão desde a primeira versão do HTML – precisarão se reinventar e se tornarão obsoletos ao longo do tempo.

No meio dessa nova onda revolucionária, que será seguramente rápida, há uma grande oportunidade antecipada para marcas: a de definir cuidadosamente e caprichosamente um guideline visual interativo, muito além dos aspectos que os botões devem ter. O que é isso? Na R/GA nos chamamos de “Sistema Operacional”. Da mesma forma que o guideline da marca define todos os aspectos visuais e estáticos, bem como as regras de aplicação que tornam consistente sua comunicação, o guideline interativo deve definir todas as propriedades interativas da marca, com o objetivo de criar propriedades de marca para todo e qualquer elemento interativo que uma determinada marca venha ter que desenvolver. Veja o exemplo do Facebook... Se você observar um único bloco de sua página, você imediatamente vai se identificar com a marca. Veja como é fácil identificar os elementos de interação do que eles chamam de “social plugins”, que estarão cada vez mais distribuídos entre os sites que você acessa diariamente. Quer mais um exemplo? Veja os elementos da interface do iPhone. É impossível não relacionar a marca as animações e transições da interface do produto, como aquela que acontece quanto você toca a capinha do CD do App do iPod. Agora pense um pouco o estado de evolução em que se encontra a nossa indústria brasileira com relação a isso: total falta de consistência, agravada ainda mais cada vez que a marca lança um produto e resolve, por exemplo, agregar um hotsite para ele – afinal, trata-se de um produto “importante” com toda uma identidade própria. Entendeu? Na medida que as pessoas estão passando muito mais tempo com sua marca em canais interativos, a definição e apropriação desses elementos de experiências interativas passa a ser ainda mais importante. O vídeo da demo da interface do Minority Report está logo mais:

Billboard Yourself

Postado por Fabiano Coura em 22/06/10 as 22h23

Projeto super legal que deu orgulho de ver hoje no Palais, na apresentação do Marcello Serpa. A direção de arte é belíssima e a plataforma para a distribuição do conteúdo é funcional e muito bem acabada. Essa instalação ia fazer um puta sucesso aqui no Palais, ao lado da máquina do sorvete :)

Billboard Magazine video instalation from Marcos Kotlhar on Vimeo.

A maior placa do mundo e seus leões póstumos

Postado por Fabiano Coura em 22/06/10 as 08h56

A Farfar foi desligada pela Isobar em abril desse ano (se eu não estiver mal informado, acho que a decisão foi definitiva), após muito brilhar na nossa indústria, conquistando praticamente todos os prêmios existentes e construindo uma história de inovação admirável. Esse post é apenas para celebrar o leão póstumo deles aqui em Cannes, registrado nesse belo trabalho para a Nokia.

Portifólio da EA Games e oportunidades para marcas

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 21h43

Assista o vídeo abaixo e veja a quantidade enorme de espaços para marcas que são apresentadas nesse compilado de jogos da Electronic Arts... Juntamente com o aumento dos investimentos nos games, vem também o incremento da imersão, da qualidade de produção e do engajamento que a estória desses games são capazes de obter de seus jogadores. Pela pesquisa apresentada pela EA durante o seminário deles, 1 a cada 4 dólares gastos com entretenimento nos EUA já é destinado a games. By the way, o jogo Call of Duty Modern Warfare 2 quando foi lançado no ano passado arrecadou 400 milhões em um dia, enquanto o Avatar abocanhou 230 milhões durante o primeiro final de semana de exibição. O movimento atual é enorme [e infelizmente ainda invisível no Brasil] e todos os números ainda apontam para um crescimento exponencial. Ouvi que em breve teremos o lançamento da plataforma do XBOX360 no Brasil... Espero ansiosamente para ver se dessa vez a bola entra e aí lá vamos nós mais uma vez repensar sobre a distribuição dos pedaços da pizza entre os canais.

Demo do MS Surface

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 19h51

Hoje tive a chance de brincar com o MS Surface pela primeira vez. E é DUCA. A Microsoft todo ano faz um lounge aqui para o pessoal fugir das palestras um pouco e relaxar. Inserir o brinquedo alí, no meio dos pufes, foi uma bela sacada. Afinal, milhares de pessoas passarão por alí essa semana e poderão experimentar e se inspirar diante do equipamento que promete revolucionar PDVs e serviços interativos mundo afora. Assista a demo rápida que eu fiz hoje para postar aqui no blog e torçam para que isso chegue logo no Brasil.

Vejam isso: Coca-cola vending machine da NASA

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 07h00

Como formar uma fila de gente querendo experimentar sua marca e seu produto em meio a tantas coisas legais que estão acontecendo aqui no Palais? O engraçado é ver que a maior parte das pessoas estavam realmente muito mais embaladas e envolvidas pela máquina do que pelo produto mesmo. Até porque mandar uma Coca-cola logo após um café da manhã francês é uma coisa que não combina muito bem.

Touchwall Multi-touch + Multi-user

Postado por Fabiano Coura em 20/06/09 as 21h43

[Pelo título parece que vou falar sobre um produto das Organizações Tabajara]... "Help people engage with information and activities" - com isso em mente a Schematic - que é uma agência digital do grupo WPP - criou esse gigante painel com informações e serviços interativos para o pessoal brincar aqui no Palais. Dá para você organizar sua agenda, se conectar com pessoas, verificar o conteúdo de todo evento e fazer mais um montão de coisas. Veja o vídeo que fala sobre o projeto abaixo. Só pra lembrar uma coisa que eu vivo pregando por aqui: nossa profissão está ficando cada vez mais científica, em vários aspectos. Nesse caso, entender de interfaces, visualization tools, arquitetura de informação e tecnologia será cada vez mais importante. Não somente para criar aplicações desse tipo para marcas, mas também porque muitas idéias serão suportadas ou distribuídas somente por plataformas assim em um futuro próximo. Aliás, amanhã a Schematic vai fazer uma apresentação somente para abordar esse assunto. Se eu ver algo bacana por lá divido com vocês depois aqui.

Uma marca pra sempre

Postado por Fabiano Coura em 05/06/09 as 12h20

The Beatles. The Legend. The Brand. E agora: The Game [Incrível o que a tecnologia pode fazer por uma marca]. Nesse caso, conseguiu juntar a banda novamente, recriando todo o clima, a magia e as sensações da época para toda uma nova geração de consumidores. Vejam abaixo o sensacional filme para o lançamento do aguardado RockBand dos Beatles, que acabou de ser liberado na E3. A animação foi criada e produzida pelo mesmo animador que criou os Gorillaz - Peter Candeland.

Super Bowl 2009

Postado por Fabiano Coura em 03/02/09 as 18h22

Superbowl2009

Não dava pra deixar passar em branco. Também não deu pra não compartilhar esse site com vocês. Sensacional. Além do conteúdo - divertidíssimo - você pode ver os 52 vídeos acompanhando como foram as reações de 288 pessoas que assistiram aos intervalos ao vivo conectadas no people meter. Pra variar, Doritos rocks [com uma bola de cristal que todo mundo queria ter].

Seguro Auto | A história por trás do meu sumiço

Postado por Fabiano Coura em 10/11/08 as 22h55

iTunes App Store Finalmente posso contar a vocês o motivo da minha ausência durante esses últimos 2 meses... Não, não estava viajando por aí de férias nem nada disso. Estava ralando. Trabalhando muito mesmo, mas fazendo uma coisa que eu gosto muito: criando coisas úteis e divertidas para gente como a gente. Fazendo valer a pena, como gosto de falar. Para nós, para nosso cliente e para os clientes do nosso cliente. Sei lá, acho que já faz uns 3 meses, mais ou menos. Naquela época o lançamento do iPhone no Brasil ainda era apenas um rumor, incluindo aí a briga entre as operadoras para ver qual delas ia conseguir trazê-lo primeiro para os brasileiros e tal. Foi lá atrás, nesse passado que me parece tão distante, que nosso cliente Bradesco Seguros e Previdência nos apresentou com um desafio maravilhoso: pensar em algo diferente, único, que pudesse agregar mais tecnologia e inovação para a marca. Único = inovador = algo que ninguém tivesse feito antes. Uau! Que muito mais bacana seria essa nossa profissão se tivéssemos só briefings assim!

Resolvemos então focar no universo do iPhone: a traquitana mais tecnológica, hype e desejada do ano tinha que oferecer alguma oportunidade para nós. O lançamento do SDK foi um grande impulso, pois tornaria o processo um pouco mais fácil (será?). Bom, pra tornar essa longa história um pouquinho mais curta, tá aí: o primeiro aplicativo comercial do Brasil acaba de ser lançado. Graças a coragem, confiança, comprometimento e muito esforço de muita gente legal, como o Nasser, Nabuco, Ana Claudia, Carla, Geraldo, Ribas, Caio, Kiko, Tosi, Breno, Raul e mais um monte de gente lá da FingerTips, da O2 Digital e da Hypno. Não foi fácil, mas valeu cada uma das 60.000 linhas de programação do nosso aplicativo :)

Iphoneseguroauto  

Nosso objetivo agora é provar que o que chamamos de “mobile” não é apenas uma tendência. De fato as pessoas querem estar o tempo inteiro conectadas entre si e querem poder portar suas vidas digitais consigo: músicas, fotos, vídeos e serviços. Isso representa uma mudança muito mais profunda e drástica no comportamento humano do que parece. Como profissionais de comunicação, nosso desafio passa a ser cada vez mais o de encontrar alternativas para levar mais utilidade para as pessoas nesse ambiente, e fazer com que nossas marcas “sejam mais” os conteúdos e os serviços que as pessoas desejam consumir.

Se você quiser conhecer um pouco melhor o projeto, acesse o site:

http://www.bradescoseguros.com.br/iphone/

Se você tem um iPhone, instale o aplicativo pelo atalho abaixo:

iTunes App Store 

Sobre multi-touch e o Powerpoint do futuro

Postado por Fabiano Coura em 05/08/08 as 15h13

Você realmente achou "fantástico" o multi-touch do Fantástico? Eu na realidade fiquei um pouco surpreso. Conversando com algumas pessoas não tão tecnológicas, pude notar que a sensibilidade para esse tipo de inovação é cada vez menor... É como se o efeito UAU fosse cada vez mais perecível. Se você tem um iPhone, por exemplo, não ficou nem um pouco impressionado, e ainda foi capaz de encontrar problemas na interface que os caras desenharam, sem ser crítico. Se você tem um filho pequeno, mas já plugado na web, pode ter certeza que aquilo nem chamou a atenção dele. É claro que o multi-touch do Fantástico é incrível para muita gente, até porque são poucos os brasileiros que tiveram a chance (ou a cusiosidade) de interagir com iPhone até hoje, mas o ponto é que as agências de comunicação, ou empresas de design de vitrines, ou empresas de eventos, ou qualquer negócio que possa encontrar utilidade em produtos desse tipo, vão ter que ser cada vez mais ágeis para desenvolver aplicações para essas tecnologias se realmente quiserem surpreender.

Coincidência ou não, quando eu estava pensando sobre isso, me deparei com o vídeo sobre a interface VisionAire - de uma empresa chamada "Obscura" - que me chamou a atenção. Me surpreendeu porque é um multi-touch sem "touch", porque é uma tecnologia que junta várias tecnologias num treco só (gosto disso), e possivelmente vai surpreender também aquele cliente que acha que já viu tudo em Powerpoint.

MySpace Hypertargeting

Postado por Fabiano Coura em 20/06/08 as 22h40

Hypertargeting

Hypertargeting é o processo do MySpace para encontrar grupos homogêneos de acordo com as informações providas pelos próprios usuários à plataforma de relacionamento. O bacana dessa tecnologia é que a segmentação é baseada totalmente na expressão livre dos interesses, desejos e momentos dos usuários.

Hypertargeting2

Dentre os benefícios que eu vejo nesse modelo, acho que o mais importante é a possibilidade de se ter uma base comportamental “fresquinha” para se trabalhar, uma vez que o algoritmo de segmentação pode ser rodado continuamente, acompanhando dessa forma o comportamento dos usuários e refefinindo seus perfis. Para viajar um pouco mais, imagine se em um futuro próximo você poder inferir informações sobre os life events que estão para acontecer na vida dos indivíduos da comunidade. As possibilidades da comunicação dirigida serão infinitas e muito pertinentes. Confira abaixo os 867 grupos identificados, agrupados em 10 diferentes perfis.

Segments

Redbull Air Racing | O primeiro comercial 3D do mundo

Postado por Fabiano Coura em 16/06/08 as 20h40

Ta aí pessoal... Achei que tinha ficado muito mais tosco do que realmente ficou, porque acabei ficando meio de lado e sentado no chão, pois a sala tava lotada. Estou tolerante. Agora é com vocês para imaginarem a sensação...

   

Cinema 3D e outras traquitanas

Postado por Fabiano Coura em 16/06/08 as 20h21

A SAWA (Screen Advertising World Association) fez uma apresentação muito divertida hoje. Demonstraram a sua tecnologia "Joystick Humano" (se você ainda não conhece, pode ver no filme ali embaixo) em um joguinho da Volvo e vários filmes em 3D que eles desenvolveram, como o show do U2 na América Latina (imperdível), um sneak preview do Journey to the Center of the Earth - o primeiro longa inteirinho filmado com essa tecnologia, alguns spots para Vodafone e para a cerveja SuperBock de Portugal (onde está a maior base instalada de cinemas 3D do mundo!), e o SENSACIONAL filme do Redbull Racing, o primeiro spot do mundo apresentado em 3D. No ano que vem eles prometem partir com tudo para Holywood e já estão também negociando com a Disney. Será que isso vem para ficar? As audiências são muito pequenas... Aliás, me parece que o Brasil deve receber o primeiro cinema preparado para 3D ainda esse ano e imagino que vai ser uma febre. Eu assisti o U2 em NY no começo desse ano e realmente a experiência é incrível demais, muito mais avançada e imersiva do que as que já vivemos no passado com aqueles óculos com plásticos vermelhos e azuis. O apelo final para o auditório lotado foi: por favor, usem a base instalada! Pensem em como alavancar essas ferramentas todas. Cool. É esperar para ver como isso avança na massa.

   

TV Digital, traquitanas e missoshiro

Postado por Fabiano Coura em 21/05/08 as 22h39

Missoshiro

Faz tempo que as maravilhas e potencialidades da TV digital estão no papel. Interação, drill-down no conteúdo, shopping, blábláblá... Tudo lá, brilhantemente planejado como deveria ser. Na paralela surgem novas traquitanas interessantíssimas que ganham cada vez mais o tempo e a dedicação das pessoas, como a Apple TV com seus vídeocastings, o Wii (que reinventa o vídeo game) ou o Rock Band (que inventa um jeito novo de consumir música e é duca). Ou seja, enquanto certos fracassos não são assumidos e seus projetos não são repensados, idéias arrojadas e sofisticadas são colocadas em prática e o shifting de tempo de consumo de mídia da TV para outros meios vai aos poucos diluindo a atenção das pessoas entre essa infinidade de novos canais e atividades.

O que fazer em meio a tudo isso? Missoshiro, é claro!

Junte um GPS, um equipamento de vídeo, o Google Maps e um helicóptero e faça como a FOX de Chicago fez: reinvente as divertidas perseguições policiais ou coberturas de desgraças com o AirFox (ou NewsCopter, se você preferir). Assista ao vivo aqui (é divertido).

Newscopter

O que a Nokia prepara para o futuro?

Postado por Fabiano Coura em 17/03/08 as 16h20

Nokiaovi_2

Sei que o tempo é escasso, mas tem algumas coisas que não podem deixar de ser vistas, analisadas, estudadas e até incorporadas no nosso dia-a-dia. Esse vídeo tem 40 minutos e detalha um montão de coisas importantes relacionadas à digitalização das nossas vidas, aos desafios advindos desse processo e as soluções que estão sendo preparadas pela Nokia para nos ajudar a suportar tudo isso em um futuro bem próximo.

Sim, realmente eles estão seguindo os passos da Apple, mas será que isso importa? Para mim tudo (re)começa com uma definição bem clara de onde se deseja chegar. Nesse quesito o tal do Anssi Vanjoki – VP de Multimídia da Nokia – foi primoroso ao tangibilizar a visão da companhia nessa apresentação.

Depois de ver o vídeo, navegue pela plataforma OVI e deixe lá os seus contatos para acompanhar o roll-out. Vamos ver como essa visão vem na prática.

iPhone ou Google Phone?

Postado por Fabiano Coura em 29/08/07 as 17h26

E agora José? Fiquei sabendo hoje que já tem gente aqui em São Paulo desbloqueando o iPhone "comercialmente" (aqui) e confesso que fiquei empolgado e já estava fazendo as "contas"... A ansiedade só passou porque vi que o Google confirmou que realmente está trabalhando sério no seu Google Phone. Pelo pouco que lí sobre o projeto no Gizmodo já deu para perceber que vai ser bem bacana: integração do Maps com GPS, Google Calendar, Google Local, Gmail, etc. Como os caras não dão nunca ponto sem nó, acho que vale esperar mais um pouco.

Googlephone

Tecnologias: cada vez mais impactantes (e mais perecíveis)

Postado por Fabiano Coura em 22/08/07 as 09h04

Vi esse ano em Cannes um monte de ações em que o consumidor interagia com instalações reais de determinadas marcas, usando seu celular ou mesmo a Internet (nesse último caso, com a possibilidade de acompanhar a instalação e seus efeitos ao vivo). Ví casos em que a cor da iluminação de uma avenida inteira era decidida em função de mensagens de texto enviadas pelas pessoas que por alí passavam. Vi e vejo coisas parecidas assim o tempo todo, como essa instalação da SONY em um de seus prédios no Japão (aqui) que permite que os internautas possam alterar remotamente as cores de sua fachada. Vejo muitas tecnologias que são reinventadas e empacotadas em embalagens diferentes a todo momento. Idéias muito bacanas que em um primeiro momento são muito impactantes, mas segundos depois já não passam de idéias soltas, de valor nulo para os consumidores. Estou vendo que em breve vamos oficialmente ter espaço nas agências para um profissional de um perfil diferente: o artista digital especializado em inovações visuais e interativas, mestre em vasculhar a blogosfera atrás do próximo Live Color Wall.

Livecolor

Vitrine 2.0 da Ralph Lauren

Postado por Fabiano Coura em 20/08/07 as 19h44

Parece que a experiência da Ralph Lauren com a vitrine touch screen funcionou (ao menos para PR)... No ano passado eles já haviam usado esse recurso na loja da Madson e agora replicaram para a sua loja de Londres. Em resumo: você começa a experiência de compra do lado de fora da loja, mas se preferir já pode fechar alí mesmo, bastando informar o e-mail para envio das instruções de pagamento.

Rlwindowshopping

Sprint na onda do Graffiti Digital

Postado por Fabiano Coura em 17/08/07 as 08h17

Utilizando câmeras fotográficas ajustadas para uma exposição prolongada, os artistas do Lichtfaktor formam o grupo que melhor explora e divulga a prática do graffiti digital pela Internet. Ao invés de pincéis, os artistas usam lanternas de diversas cores e formatos para compor seus "quadros", que posteriormente podem ser animados. Pegando carona nos belíssimos (e baratos) efeitos dessa técnica, a Sprint acaba de colocar no ar sua nova campanha institucional, que pode ser conferida no site (aqui) e nos vídeos abaixo.

O filme da campanha:

O making of:

Porque se fala tanto em Web 2.0?

Postado por Fabiano Coura em 15/08/07 as 14h34

Para variar, fala-se muito e faz-se muito pouco. Para mim esse termo representa basicamente um MOMENTO da evolução da Internet. Um momento revolucionário que alguém muito influente resolveu nomear e se vangloriar por isso. Tecnicamente, um "momento" que compreende basicamente 2
acontecimentos: (1) uma maior penetração de banda larga, o que amplia as possibilidades em termos de qualidade de conteúdo e interatividade e; (2) uma maior demanda por parte dos usuários por serviços colaborativos, já que todos descobrimos o quanto pode ser divertido e útil essa prática na Internet.
A união desses 2 ingredientes trás para o usuário uma melhora significativa na experiência de uso do canal e um PODER sem precedentes perante empresas e suas marcas. É isso - e somente isso - que faz com que as pessoas migrem cada vez mais para esse canal, ou seja, consumam cada vez mais essa mídia em detrimento de outras, o que nos leva a concluir que será cada vez mais importante uma presença sólida nesse canal por parte das empresas que quiserem prosperar. As oportunidades são infinitas, mas para aproveitá-las é importante entender DEFINITIVAMENTE pelo menos uma coisa: as pessoas não ASSISTEM a Internet. Elas USAM a Internet. Uma perspectiva simples que muda completamente as regras do jogo e o papel da Internet no mix de comunicação de qualquer empresa. Não adianta querer transformar a Web em uma TV, pois diante de uma mídia tão rica e ilimitada, a única coisa que não somos são telespectadores.

As roupas mais doidas que você já viu

Postado por Fabiano Coura em 14/08/07 as 20h26

Na semana passada aconteceu a conferência Unravel da Siggraph em San Diego, um evento que reúne designers das mais diferentes especialidades para formatar uma visão de futuro para o mercado fashion, apresentando idéias e caminhos dos mais variados. Gostei muito de 2 conceitos apresentados, bem diferenciados: a "Camuflagem Digital" - cuja imagem só pode ser visualizada nas fotografias digitais - e o "Textos Animados" - que possibilita as pessoas expressarem seu mood através de suas roupas. Conheça os demais conceitos e designers  aqui.

Roupas

PS. Fiquei curioso com relação a tecnologia por trás do "Kameraflage"... No site da empresa eles explicam como funciona (aqui) e demonstram mais algumas aplicações interessantes (aqui).

Lançamento do Fiat Punto pela Internet e pelo celular

Postado por Fabiano Coura em 09/08/07 as 16h24

Acontece logo mais, as 22h30, no www.fiatpunto.mobi.
Dica da Diana Junqueira, do planejamento aqui da Neogama/BBH.

Punto


Os gadgets que você compra dizem muito sobre você

Postado por Fabiano Coura em 08/08/07 as 05h56

Publicado também no CCSP (aqui)

Você já parou para pensar sobre a relação dos gastos com tecnologia com o padrão de consumo de mídia? Acabei de ver uma notícia na Info Exame (aqui) que diz que há a chance de que pela primeira vez na história do varejo brasileiro, as vendas de computadores superem as de TVs. O que isso significa? Porque esse tipo de notícia deve nos alertar?

Vamos começar pelo início. Ainda hoje, grande parte dos anunciantes investe em canais e iniciativas “push” – eu falo e você escuta – correto? Basta navegar pela internet ou abrir qualquer revista para confirmar esse comportamento imutável de grande parte das marcas, lutando por atenção sem poupar recursos: vejam meu produto novo, vejam como sou legal, venham me conhecer melhor, venham experimentar algo inédito que eu tenho para você, e por aí vai.

Esse cenário está mudando. Aliás, está mudando ainda muito mais rápido nas organizações mais visionárias, que há tempos testam iniciativas diferenciadas para compreender cada vez mais esse novo consumidor, que surge exigente e interativo, em meio a centenas de lançamentos de novos gadgets. Esses novos dispositivos definem novas formas para que as pessoas gastem seu tempo, se comuniquem, consumam e produzam conteúdo. Munidos desses dispositivos em suas casas e em seus bolsos, esse novo consumidor consolida definitivamente um novo padrão de consumo de mídia: o padrão “totalmente imprevisível”, baseado no comportamento “pull” – quando EU quiser eu vou atrás de você e te escuto. Isso ocorre porque essas tecnologias – como já sabemos – permitem um controle sem precedente e crescente sobre o consumo de conteúdo, e autonomia para bloquear mensagens comerciais. Um desafio e tanto para os planejadores de mídia que, em meio a essa fragmentação de comportamento, precisam encontrar os possíveis consumidores e garantir a perfeita sincronia entre a mensagem e sua intenção de compra.

Portanto, fica claro que há uma relação fortíssima entre a forma como as pessoas gastam seu dinheiro em novas tecnologias hoje e o futuro das nossas marcas, o que implica numa ampliação do nosso escopo como planejadores. Para encontrarmos insights genuínos e que contribuam também com o planejamento de mídia, teremos que entender mais profundamente sobre as influências dessas tecnologias, que vão desde um novo celular (iPhone), passam pelo novo videogame (Playstation3) e chegam até na oferta de Internet em aviões.

Para fechar, acho que algumas perguntinhas devem ser inevitavelmente inseridas no nosso dia-a-dia: quais tecnologias interferem (ou irão interferir muito em breve) no padrão de consumo de mídia dos stakeholders da minha marca? O que essas novas tecnologias oferecem? Como os formadores de opinião da minha marca pretendem consumi-la? Em quanto tempo essa tecnologia será mainstream? Posso me antecipar e desenvolver algum diferencial competitivo nessa plataforma?

Não é tão difícil assim, mas poderia ser mais fácil se tivessemos acesso a pesquisas tão detalhadas como essa ai mais abaixo, que apresenta a composição detalhada de gastos dos americanos. Aproveite para exercitar um pouco sua bola de cristal :)

Techdollarchart

Novas Mídias: Projetores 3D

Postado por Fabiano Coura em 26/07/07 as 16h40

Eles já estão entre nós. Esse vídeo demonstra o modelo da Vizoo e resume bem algumas das infinitas possibilidades.

Novas Mídias: Projeção Interativa com Laser

Postado por Fabiano Coura em 26/07/07 as 16h31

O Graffitti Research Lab é formado por um grupo de artistas que trabalha em colaboração por um objetivo único: revolucionar as ferramentas e as linguagens usadas pelos artistas urbanos. O vídeo abaixo demonstra uma das coisas mais legais que eles desenvolveram até agora, o LASER Tagg. Só mesmo vendo para crer. Se você quiser fazer o seu, veja aqui a listinha dos ingredientes e a receita completa.

   

Abril de 2051: Continuação da série Googlezon

Postado por Fabiano Coura em 21/06/07 as 23h39

Vira e mexe aparece algumas dessas previsões malucas sobre o futuro da comunicação, fusões e aquisições. Esse é italiano e vem com "update" de exemplos da web 2.0 :)

Tecnologia + Diversão

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 20h27

Vemos aqui em Cannes muita tecnologia aplicada para entreter consumidores e promover produtos. Isso está se tornando muito comum, à medida que essas coisas realmente começam a se popularizar e caber no bolso dos clientes. Vejam esse game interativo e imaginem tudo o que vocês podem fazer com um brinquedo desse tipo em uma concessionária, uma agência de um banco, um PDV no shopping...
Esse é para você Maurício, que curte essas “traquitanas” :)

Search Engine 2.0

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 20h06

Esse assunto não sai da pauta, mesmo aqui em Cannes. O último indicador que eu ví do mercado americano é de que cerca de 7% da fatia publicitária online de lá já está empregada nesse canal.
Tive a chance de acompanhar essa mesma palestra na DMA do ano passado - em San Francisco. Pouca coisa mudou no speech dele de lá para cá, mas achei legal postar um chart que demonstra - de forma bem simples - como é possível se identificar a etapa comportamental do ciclo de compra em que um determinado indivíduo se encontra, baseado unicamente nas palavras utilizadas para realizar sua busca no Google. Dessa forma, os textos dos anúncios podem ser melhor trabalhados, baseados nos triggers específicos de cada uma das fases identificadas. Em outras palavras, não adianta oferecer uma oferta com preço para alguém que ainda está em fase de pesquisa, buscando por termos genéricos que denotem um comportamento de pesquisa inicial (nome de categorias de produto, por exemplo).
Os números entre parênteses são reais e representam os termos buscados no período de um mês no mercado norte-americano.
_search_ogilvy

iCoke: Revolução na web chinesa

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 19h38

Muitos palestrantes aqui em Cannes estão citando o exemplo da comunidade chinesa iCoke. Trata-se de uma mega site de relacionamento desenvolvido pela Coca-cola na China que já conta com mais de 5 milhões de usuários. Para a comunicação, uma completa revolução na forma como os chineses se relacionam com uma marca. Para os consumidores, uma série de funcionalidades que não mais conseguem viver sem. Se você quiser mesmo conferir, navegue no instinto, pois o site é inteiro em chinês :)
Icoke

Novas Mídias: Venda (mais que) direta

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 19h17

Fiquei sabendo que por poucos votos essa idéia não fica com o GP do Lions Direct... Para divulgar seus acessórios para fotos submarinas, todas as novas máquinas digitais da Olympus vinham de fábrica com um divertido vídeo de um tubarão nadando (como se alguem tivesse usado a câmera antes e deixado esse vídeo alí). O tubarão vem na direção do fotógrafo e da um sorrisinho para a câmera! Achei essa idéia sensacional - por três motivos: (1) é muito simples; (2) eu ainda não tinha visto a utilização de uma feature do próprio produto para cross sell (em geral muitas marcas usam as embalagens para isso, no máximo) e; (3) pela precisão do momento do impacto. A pessoa recebe um conteúdo simpático da marca assim que liga o produto, em um momento em que está tendo uma experiência de valor com a marca, que é enrriquecida com esse impacto.
Olympus

Coisas legais: Air France

Postado por Fabiano Coura em 16/06/07 as 13h42

Pousando, upload feito originalmente por Fabiano Coura.

Muito bacana esse canal na aeronave da Air France. Uma câmera instalada na frente do avião transmite para todos os passageiros a visão do piloto durante todo o vôo. Bem mais interessante que aquele mapinha estático que te fala a velocidado do vento e a temperatura externa :)

Marketing Científico é cada vez mais usado

Postado por Fabiano Coura em 07/12/06 as 14h10

Reprodução do artigo publicado no Mundo do Marketing (aqui).

Passou-se o tempo em que o marketing era tido como uma disciplina que valorizava a intuição. É claro que ela ainda está presente, e características como criatividade e talento sempre serão valorizadas, mas o lado sistemático, amparado em ciências como matemática e estatística ganha cada dia mais espaço na tomada de decisão e fornece dados sólidos para as estratégias e ações numa empresa.
O marketing científico, como alguns chamam, é caracterizado por ferramentas desenvolvidas através de ciências exatas e sociais para entender o comportamento do consumidor e até prever suas necessidades, guiando o planejamento das estratégias e ações. Embora o termo seja motivo de controvérsias, os especialistas concordam que ele foi designado com o objetivo de demarcar o lado mais técnico e racional do marketing.
Alberto Cerqueira Lima, Presidente da Copernicus Marketing Consulting, referência em ferramentas de marketing, conta em entrevista ao site que instrumentos como modelos econométricos e questionários estruturados são idealizados com a ajuda de estatística, matemática, antropologia e sociologia para entender a forma como se dá a motivação de compra e o que o consumidor quer comprar. “O que o consumidor diz não é exatamente o que ele faz”, garante Cerqueira.
A tecnologia a serviço do marketing oferece dados mais concretos e minimiza as chances de erro. Não só em previsão do comportamento do consumidor, mas também na aplicação de técnicas para gestão e auxílio ao relacionamento entre empresa e cliente, além da integração de sistemas. O “marketing científico” funcionaria como um instrumento para guiar as decisões, como um piloto que se utiliza dos aparelhos no vôo para torná-lo mais tranqüilo. É o que diz o professor Edson Crescitelli, Coordenador do Curso de Pós-Graduação da ESPM-SP. “O marketing científico funciona como os instrumentos de vôo”, compara.

Marketing científico e de relacionamento
O acompanhamento das mudanças e das necessidades exigidas pelo consumidor é apontada como um dos maiores benefícios, pois possibilita a criação de um banco de dados com informações que podem ser valiosas para a empresas. Deste modo elas podem identificar e centralizar as informações dos pontos de contato com o cliente. “Usando estes dados pode-se prever e antecipar-se às necessidades dos clientes”, explica Fabiano Coura, Diretor de Planejamento da Neogama BBH e completa: “Pode-se fazer um cliente mais fiel ainda”.
As ferramentas de marketing “científico” podem oferecer, através do conhecimento do ciclo de vida do cliente, possibilidades reais de captação, vendas dirigidas, ações de encantamento e fidelidade, retenção e recuperação. “Isto pode melhorar as relações com o cliente e todas as áreas na empresa podem se beneficiar”, esclarece Coura.
Ele conta ainda que apesar de todas as vantagens para as empresas, o segredo ainda está no capital humano, uma vez que as pessoas serão o diferencial, independentemente das estratégias. “Melhor que a ferramenta é a forma como as pessoas vão estar motivadas para usá-las”, conclui.

Para prever o futuro

Postado por Fabiano Coura em 20/10/06 as 03h23

Metreon_2 A foto acima foi tirada no Metreon. Passei por esse lugar pela primeira vez e nem passou pela minha cabeça o que poderia ser aquele telão alí no chão! Na volta, quando ví um monte de crianças interagindo com a imagem, percebi que eram joguinhos aleatórios que funcionavam com algum tipo de sensor de movimento. Fiquei alguns minutos vendo as crianças brincarem e me surpreendi com a facilidade absurda com que aprendiam cada novo jogo (alguns eram bem complexos, inclusive). Essa facilidade que com novas tecnologias já está praticamente embutida no DNA dessas novas gerações.

Enfim, acho divertido discutir todas as tendências e previsões que vemos em conferências como essa da DMA, mas a verdade é uma só: se você quer saber como vai ser o futuro, repare nas crianças. Observe a forma como elas interagem com as marcas, com os canais tradicionais e com as mídias emergentes. Note que para elas não há linha, e tampouco distinção entre push e pull, já que elas esperam ter controle sobre tudo. Elas são bolas de cristal que temos nas mãos!

Falando em mídias emergentes...

Postado por Fabiano Coura em 15/10/06 as 11h58

Dêem uma olhada que legal esse caminhãozinho da Bubble Media que circula aqui pela cidade. Trata-se de um outdoor ambulante, que altera os anúncios mostrados de acordo com a sua localização, apurada por GPS.

Bublemedia

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