Palestras

From "Better Shoe" to "Better You"

Postado por Fabiano Coura em 26/06/09 as 13h40

Hoje em dia não basta SÓ oferecer o melhor produto, usando os melhores atletas em propagandas legais. Na opinião do Stefan Olander, esse é um modelo antigo, que leva os clientes de campanha em campanha, ao invés de realmente criar uma conexão mais forte e de longo prazo já a partir do momento em que eles abrem a embalagem do produto. A tecnologia ajudou a criar uma maior relevância para a marca, possibilitando a criacao de uma estrutura online de servicos e conteúdos que permite a marca manter uma conversa on going com seus consumidores, tornando-a menos dependente de esforcos publicitários.

Para o desenvolvimento dessa "plataforma" de conexão com seus consumidores, a Nike acredita que deve atender sempre 6 princípios, sob os quais eu acho que vale a pena repletir:

Nike

Para fechar, apresentou sua visão pessoal sobre a criatividade, juntamente com um filme low budget recente que ele admira muito:Criatividade é inversamente proporcional ao budget disponivel. [vale dizer que ele comecou a carreira na Nike da Suecia, cuja verba de marketing é uma das menores do mundo].

Google | Que crise?

Postado por Fabiano Coura em 26/06/09 as 11h28

Google Pensamento solto do seminário da Publicis Group, com Maurice Lévi e Eric Schmidt, CEO do Google: Em periodos difíceis as pessoas tomam ainda mais tempo para decidir suas compras, especialmente aquelas que envolvem produtos cujo processo de decisão é mais complexo. Precisam de mais informacoes e comparam muito mais as opiniões de outras pessoas para se assegurarem o máximo possível de que estão escolhendo adequadamente. Isso tudo leva a uma utilização ainda maior das ferramentas do Google. Além disso, nas próprias palavras dele: - The americans love their credit cards.

A qualidade criativa é proporcional ao risco

Postado por Fabiano Coura em 26/06/09 as 09h17

Do seminário da Accenture + MoFilm sobre Content User Generated: o Spike Lee mandou muito bem seu recado em meio a um clima de tédio. Totalmente isento da situação toda que nossa indústria se encontra, não teve papas na língua para assegurar sua opinião na frente do Michael Mendenhall – Global CMO da HP e único cliente participante. O ponto é que uma pessoa normal [fora da indústria] obviamente não se submete a julgamentos ou a aprovações dos clientes. Pessoas normais tomam risco. Na sua opinião, esse é o problema da indústria da propaganda hoje. Esse é o grande motivo pelo qual as “pessoas normais” estão se provando muito mais criativas e poderosas do que grandes marcas e agências.

Spike

AKQA | Os Leões do Futuro v2009

Postado por Fabiano Coura em 26/06/09 as 07h22

A AKQA faz uma coisa inteligente aqui todo ano. O projeto deles funciona meio que como um “recrutamento global” de novos talentos em que jovens estudantes são convidados a enviarem seus trabalhos para uma avaliação interna deles sob a seguinte premissa: sua idéia tem que estar baseada em tecnologias e plataformas que não existiam 5 anos atrás, para uma marca e uma audiência livremente escolhida [hire them before they steal your job]. Vejam abaixo os projetos vencedores dessa edição.

Starbucks Be Steady

Uma nova versão dos cupons “venha até minha loja” materializado através de um aplicativo para iPhone que localiza as lojas mais próximas e, na sequencia, dispara um game em que o consumidor deve trazer até a loja um copo virtual com a bebida escolhida sem derramar. O aplicativo utiliza o motion sensor do aparelho para simular a bebida quente balançando dentro do aparelho.

Starbucks-be-steady

Ikea See how it looks

Uma idéia baseada em augmented reality para que os consumidores da marca possam prever como ficariam seus produtos em suas casas antes de comprar. Print it. See it. Buy it.

Expedia The Warm-up

A versão móbile do game “quente” ou “frio” usando um aplicativo para iPhone.

Element Skareboard “Claim it”

Fortum “Active Gym”

Criatividade para inovar em tempo de crise

Postado por Fabiano Coura em 24/06/09 as 09h17

O seminário da JWT foi dos mais divertidos até agora. O Fernando Vega Olmos apresentou sua peculiar visão sobre a crise, expressando-se através de imagens e visões engraçadas e realistas. Comentou também um pouco sobre a importância de uma postura otimista durante esses períodos difíceis para que grandes oportunidades possam ser aproveitadas. Somente como exemplo, durante o período de 1999 e 2002 a Apple estava perdendo cerca de 6% ao ano e, ao mesmo tempo, estava investindo cerca de 42% mais em pesquisa e desenvolvimento [estavam desenvolvendo o iPod nesse período :)]. Para fazer a comparação do quanto eles foram arrojados e otimistas, o Japão incrementou seu investimento em R&D em apenas 1% nesse período, os EUA 2%, e a India e a China incrementaram em 7%. Para fechar, apresentou alguns exemplos interessantes de inovação das agências da rede, incluindo o sensacional case do Band-Aid Fashion da JWT de São Paulo e o Kit Kat Mail, do escritório japonês, que levou o GP de mídia esse ano.

Band-Aid

KitKat Mail

Aaargh | Uma reflexão sobre os impactos da crise

Postado por Fabiano Coura em 23/06/09 as 07h57

Aaagh

Recessões possuem início, meio e fim. Sempre oi assim. As pessoas tendem a analisar apenas seu contexto e suas implicações imediatas, mas de fato para nós publicitários o mais interessante é realmente analisar e compreender as mudanças mais profundas que ocorrem a médio e longo prazo no comportamento das pessoas e das empresas. Crises são sem dúvida nenhuma catalisadores de grandes mudanças e, mais importante do que isso, desculpa e motivo [tanto para PF, quanto para PJ] para evoluir, mudar, ou apenas testar.

No workshop da Wunderman exploramos os tipos de mentalidade de consumidor que surgem nesse cenário e algumas das oportunidades advindas das inovações que surgem nesse [e somente nesse] tipo de situação. Foi interessante refletir sobre o fato de que as pessoas ficam mais arrojadas sob pressão, ou quando são expulsas de uma condição mais cômoda. E também foi interessante refletir sobre alguns dos possíveis comportamentos que estão se consolidando nesse momento, como: black is the new black (a cor de 2009), angry is the new mood, unemployment become cool, o barato se torna bacana, entre outras.

O que marcas podem [e devem] fazer nesse momento? Convido você a baixar o PDF do estudo da Wunderman e dar uma refletida sobre os pontos descritos no capítulo 07. Para mim foi inspirador. Pegue aqui.

PWC | A crise obriga a “ajeitar a carga”

Postado por Fabiano Coura em 23/06/09 as 03h39

Vejam esses números da Price: enquanto as previsões apontam para uma recuperação dos investimentos em advertising no resto do mundo aos níveis pré-crise, nos EUA espera-se que os investimentos retomem a um volume muito menor até 2013. De certa forma isso ocorre porque as empresas americanas estão priorizando sua sobrevivência e, o modelo atual de advertising americano – alta dispersão dos canais de massa e crescente custo de veiculação – promove justamente o contrário. Acesse www.pwc.com/outlook se quiser obter maiores informações sobre a pesquisa.

Global

Us

GoViral | Online Propagation Model

Postado por Fabiano Coura em 22/06/09 as 21h07

De fato você encontra 03 tipos de palestras aqui em Cannes: (1) as que realmente trazem algo novo e inspirador, o que geralmente envolve uma visão diferenciada sobre algo já estabelecido; (2) as que são totalmente baseadas em pesquisas, como a da RazorFish de ontem sobre o futuro da TV (recomendo que você assista ela full no www.canneslions.com); e (3) as palestras que servem para organizar um pensamento, uma tendência. Essas últimas acabam sendo as mais chatas, porque costumam “chover no molhado”. Ainda assim, o conteúdo é legal para colocar todo mundo na mesma página, e para ajudar a explicar de um jeito mais simples tudo o que está acontecendo.

A palestra da GoViral foi uma dessas. Para defender sua tese e o modelo de trabalho da GoViral, o Jimmy Maymann apresentou uma comparação entre a estratégia de uma campanha de brand content relizada pela marca Tampax e da campanha do famoso filme “Life is for Sharing”, da T-Mobile. Basicamente ele classifica as ações de engajamento da campanha em 3 grupos: owned (ações proprietárias da marca), paid (mídia) e organic (tudo o que acontece de amplificação da campanha em função das atividades das pessoas.

Tampax

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T-Mobile Life is for Sharing

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Dica bacana: assista a clipes dos seminários FREE

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 20h02

Isso mesmo folks. A organização do festival resolveu liberar geral esse ano! Algumas das palestras podem ser conferidas na íntegra diretamente no site do festival: basta acessar o www.canneslions.com e se divertir. Pelo que pude ver agora a pouco tanto a palestra do Linkedin, quanto da LBi, estão full lá. De quebra também tem uma entrevista com o Mr. Twitter. Espalhem a notícia!

Coca-cola | Experiência de marca no PDV

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 07h57

No post anterior você viu um vídeo desse negócio, agora vamos aterrisar um pouco o projeto, com dados que acabei de pegar aqui na palestra da Sapient com a Coca-cola. O fato é que eles possuem “só” 3 milhões de máquinas de venda espalhadas pelos Estados Unidos, o que faz com que esse seja um dos canais de comunicação mais importantes da marca. O problema é que elas não eram capazes de traduzir a personalidade da marca adequadamente. Assim, agregaram design, uma belíssima interface e chamaram a Samsung para desenvolver a tecnologia. Trabalho perfeito: transformaram uma caixa vermelha e absolutamente funcional e uma experiência de marca interativa e profunda. Isso é realmente FAZER ao invés de FALAR [detalhe adicional: a máquina custa 3 vezes mais, mas vende 10 vezes mais].

GP | Mi Case, Su Case na ESPM

Postado por Fabiano Coura em 04/06/09 as 09h24

Quem não foi no evento do Grupo de Planejamento na ESPM, perdeu. Tenha certeza disso. Sim, tava muito frio, mas deu gosto de ver a sala lotada de planners [e lotada de gente de diversas disciplinas, não só de propaganda]. É sempre mesmo um enorme prazer encontrar os demais colegas de serrrviço e tomar uma aula de apresentação com o Sr. Ken e seu amigo perna-de-pau-Biro-Biro. Também foi ótimo conhecer o case todinho da Bohemia, desde o comecinho, com sua belíssima e perene estética - apresentado pela Cynthia Horowicz. Pra fechar, a Rita Almeida com sua enorme simpatia arrebentou com a maravilhosa história da Favela Chique de Paris [putz, Brasil-sil-sil conquistando total o velho mundo]. Abaixo segue o ppt da apresentação que eu fiz, contando minhas 2 histórias: a do App Seguro Auto da Bradesco Seguros e a do Whopper Sacrifice, da Crispin.

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R/GA e Nike. Quais são os próximos projetos?

Postado por Fabiano Coura em 18/06/08 as 21h24

Stefan Olander, diretor global de Brand Connections da Nike, e o Bob Greenberg, CEO da R/GA são os gênios por trás do Nike+. Sabem como ninguém desenhar experiências com marcas para engajar consumidores, seja através de conteúdo, de aplicativos ou de serviços, como NIKEiD. Nessa palestra eles comentam 3 idéias: a evolução da interface e do nível de customização do NIKEiD, a Ballers Network – uma rede social para jogadores de basquetebol  do mundo todo, e a Nike+ Human Race, que irá acontecer no próximo dia 31 de agosto em 25 cidades do mundo todo, com a pretensão de engajar 1 milhão de corredores. Esse último case é incrível, pois realmente entrega tudo o que todo mundo acha que já sabe e diz que faz, mas nem sabe e nem faz. Se quiser ir direto a ele, pule para o vídeo 3.

A palestra inteira está no vídeo abaixo, dividido em 5 partes, pois o YouTube não aceita vídeos com mais de 10 minutos. Bom proveito.

FEDMA | Federação Européia de Marketing Direto

Postado por Fabiano Coura em 15/06/08 as 15h49

Apresentada por Patrick Collister, da Creative Matters, a palestra da FEDMA desse ano foi inteiramente focada em criatividade em marketing direto, com a análise de diversos projetos bacanas previamente selecionados pela Directory e pelo The Won Report, muitos deles clássicos já conhecidos por todos. Pelos exemplos compilados, foi interessante notar que de fato as agências tradicionais realmente estão abraçando o marketing direto, não simplesmente como disciplina que deve ser executada em função da demanda de clientes, mas como uma forma nova de pensar comunicação que passa a ser cada vez mais valorizada pelos clientes: comunicação dirigida, mensurável e que gera talkability. Durante a produção do Sony Foam, por exemplo, a Fallon desenvolveu algumas atividades específicas para incentivar as pessoas que estavam acompanhando as filmagens (e informalmente cobrindo o evento com seus celulares e câmeras) a replicarem esse conteúdo em seus blogs e em suas redes sociais – um pequeno gesto que fez uma grande diferença (já são mais de 550.000 menções ao trabalho no Google). Esse movimento das tradicionais de certa forma é confirmado se você parar para pensar que grandes agências reconhecidas pela sua atuação em ATL - como a Saatchi d& Saatchi e a própria Fallon - já figuram entre as agências mais premiadas nas categorias de direct de festivais pelo mundo afora. Será uma questão de aculturamento ou de demanda dos clientes? Eu acho que é uma questão de tempo.

Karate

Essa peça inovou na forma de obter resposta pela continuidade da assinatura da revista Karatê. O assinante precisava quebrar a peça de madeira e enviá-la para o endereço informado. Processo complicado, concordo. Mas a peça ficou bem divertida.

Unicef

Nessa ação de guerrilha / direct, a Y&R largou centenas de ursinhos de pelúcia pelas ruas com a tag "Crianças de ruas são sequestradas diariamente" e o contato da UNICEF para obter doações.

Dnatest

Para o lançamento da cerveja Tooheys na Austrália, a BMF criou uma campanha bem maluca que incentivava as pessoas a enviarem partes de seu corpo (unha, cabelo, etc) para que eles pudessem analisar o DNA de seus clientes e desenvolvessem uma cerveja perfeita. Detalhe: com esse projeto essa marca foi criada do ZERO e se tornou a marca de cerveja mais vendida na Austrália em 5 meses.
Se quiser ver mais alguns exemplos, entre no site da Directory. Dá para baixar alguns extracts com parte das idéias publicadas na revista.

O que a Nokia prepara para o futuro?

Postado por Fabiano Coura em 17/03/08 as 16h20

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Sei que o tempo é escasso, mas tem algumas coisas que não podem deixar de ser vistas, analisadas, estudadas e até incorporadas no nosso dia-a-dia. Esse vídeo tem 40 minutos e detalha um montão de coisas importantes relacionadas à digitalização das nossas vidas, aos desafios advindos desse processo e as soluções que estão sendo preparadas pela Nokia para nos ajudar a suportar tudo isso em um futuro bem próximo.

Sim, realmente eles estão seguindo os passos da Apple, mas será que isso importa? Para mim tudo (re)começa com uma definição bem clara de onde se deseja chegar. Nesse quesito o tal do Anssi Vanjoki – VP de Multimídia da Nokia – foi primoroso ao tangibilizar a visão da companhia nessa apresentação.

Depois de ver o vídeo, navegue pela plataforma OVI e deixe lá os seus contatos para acompanhar o roll-out. Vamos ver como essa visão vem na prática.

Palestras da 4As

Postado por Fabiano Coura em 23/08/07 as 08h27

Algumas das apresentações da 4As de bandeja para vocês :
Greg Coleman, EVP, Global Sales, Yahoo!
Eric Ryan, founder, Method
John Partilla, president, Global Media Group, Time Warner
Kevin Wall, CEO, Control Room and founder, Live Earth

Humanidade 2.0

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 19h55

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A apresentação da Profero explorou um pouco aspectos em comum do comportamento humano, principalmente dessa nova geração, que já nasce com o celular grudado nas mãos. Para demonstrar isso, foi apresentada uma entrevista com uma chinesinha, representando um target grupo chinês muito importante - chamado R.A.R.E. - descrito por uma pesquisa conduzida pelo instituto Jigsam International, de Xangai. As iniciais significam: Recognition (reconhecimento), Autonomy (liberdade e auto-expressão), Restlessness (nunca descansam, constantemente buscam estímulos e novidades) e Expertise (suas fontes de coisas novas estão a apenas um click).
Acredita-se que será possível identificar esse grupo em uma quantidade maior de países muito em breve, à medida que certas tecnologias sejam adotadas em conjunto com a inclusão digital. Para nós essa é uma realidade bem distante, principalmente para marcas de produtos de massa, mas vale a pena acompanhar essa tendência.
Teny Xiao Yin – user persona para representar esse grupo – possui 22 anos, tem um ótimo relacionamento com os pais, acaba de iniciar o seu primeiro trabalho e possui um longo valor de consumo ao longo da vida. A Internet faz parte da sua vida, não importa por que dispositivo ela é acessada (celular, paltops, câmera fotográfica, laptops, etc). A maior parte de seus amigos vem da Internet, em comunidades de pessoas com frameworks da vida semelhantes ao dela. Abaixo selecionei alguns aspectos da vida dela que me chamaram atenção:

Limites da vida real
As amizades não são mais baseadas em limites geográficos ou físicos, mas em tópicos de interesse e conexões que podem ser realizadas em qualquer lugar: “A vida na Internet me ajuda a fazer mais amigos. No mundo real estou limitada pelas pessoas que conheço pessoalmente”

Novas referências
Os líderes das comunidades são os maiores influenciadores da sua vida: “Sou dependente da web para trocar informações e não faço mais nada sem consultar meus amigos online”.

Descaso com fórmulas tradicionais
Ela declara abertamente sua preferência pelo novo também quando o assunto é aprendizado – no sentido da busca de caminhos para evoluir na vida: “Você não pode aprender mais nada em livros hoje em dia. Interagindo com meus amigos na web eu acompanhando tudo o que está acontecendo em tempo real e consigo aprender muito mais coisas sobre a vida”.

Total dependência tecnológica
Não é que essa nova geração gosta de tecnologia. Na realidade a tecnologia faz parte da vida deles. Eles acordam e dormem todos os dias com o celular ligado, com o Messenger conectado, com conteúdo sendo postado o dia todo no seu Orkut ou no seu blog. Há muito tempo eles não mais separam o offline do online: “Todos os meus amigos andam com laptops e câmeras fotográficas, criando e consumindo conteúdo de outros usuários o tempo todo”.

A Coca-cola está se preparando muito bem, o que é comprovado em iniciativas de grande sucesso, como a comunidade chinesa que comentei aqui.  Se você parar para pensar, verá que Coca-cola hoje é uma idéia, é música, é um conjunto de sensações... por último é uma bebida. Da mesma forma, o Mini não é um carro, é uma declaração de quem você é. A Guiness não é uma cerveja, é um comportamento. Aliás, Mark Hughes - da Guiness - deu recentemente uma declaração interessante, que atesta que sua marca também está ligada nesse movimento: “It’s no longer a case of how we can persuade people to buy our product but where we can go to meet them”. Além dessa proposta, dessas percepções todas que essas marcas conseguem atrair para si, todas elas entendem muito bem o princípio da relevância e da troca de valores, ou seja, compreendem profundamente o que é importante para seus consumidores antes de entrar na vida deles, de forma certa, em cada um dos pontos de contato, e obtendo as impressões desejadas através da oferta de algo em troca que as pessoas não mais conseguirão viver sem.

O recado é esse: vamos ficar atentos a iniciativas voltadas a esse grupo. A qualquer momento uma marca qualquer já estabelecida poderá iniciar o próximo Google ou o próximo YouTube, como a Cola-cola fez na China. Who knows.

iCoke: Revolução na web chinesa

Postado por Fabiano Coura em 19/06/07 as 19h38

Muitos palestrantes aqui em Cannes estão citando o exemplo da comunidade chinesa iCoke. Trata-se de uma mega site de relacionamento desenvolvido pela Coca-cola na China que já conta com mais de 5 milhões de usuários. Para a comunicação, uma completa revolução na forma como os chineses se relacionam com uma marca. Para os consumidores, uma série de funcionalidades que não mais conseguem viver sem. Se você quiser mesmo conferir, navegue no instinto, pois o site é inteiro em chinês :)
Icoke

DMA 2006 na ABEMD

Postado por Fabiano Coura em 07/12/06 as 20h33

Palestraabemd

Estive lá no evento "O Melhor da DMA 2006" nessa última terça-feira... Muito bacana! Além de reencontrar um montão de amigos, pude contar um pouco as minhas impressões sobre os rumos da nossa indústria para uma platéia mais que especial! Fica aqui um abraço enorme para todos da ABEMD pelo convite e um beijão para a Marisa, da Fábrica. Quem quiser ver (ou rever) minha apresentação, baixe aqui: FabianoCoura_Kraft.pdf (18,8Mb)

Podcasting da palestra do John Battelle

Postado por Fabiano Coura em 19/10/06 as 03h32

Podcast_1Autor do livro The Search, co-fundador da revista Wired e fundador da extinta revista The Industry Stardard, Battelle tem uma larga experiência em canais interativos. Em sua palestra analisou os impactos de mídias emergentes e sites de busca no comportamento dos consumidores. Bons insights, mas nenhuma grande novidade para quem acompanha essa tendência ou já leu o livro dele. O ponto mais bacana foi o raciocínio em que ele defende que o Google está hoje para o MS-DOS – aquele antigo sistema operacional dos PCs  de tela verde - assim como “o futuro do Google” está para o Windows, ou seja, ainda há muito para que a interface, os serviços e a acessibilidade dos sites de busca evoluam. Mas esse futuro não está distante! Download john_battelle_na_dma.mp3 (40 minutos, 27,2Mb)

Battelle

Toyota: ativação para vender mais

Postado por Fabiano Coura em 18/10/06 as 20h01

Tony Robley, VP da Rapp Collins lotou a sala!

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Pela regra geral, as pessoas compram um novo veículo porque se apaixonam pelo próprio produto, seu design, a segurança oferecida, os dispositivos inovadores, a confiança que possuem na marca, a garantia, os serviços agregados, entre outros. O que a Toyota tentou mostrar nessa sessão é que a ativação da marca tem SIM um papel fundamental - quando realizada de forma totalmente dirigida -  nesse processo de recompra, pois ajuda a levar conhecimento sobre todas essas features e a moldar o desejo pela marca e pelos seus produtos. Para eles tem funcionado muito bem: em 2 anos aumentaram em 22% o índice de fidelidade à marca junto aos proprietários.

O programa de relacionamento “Next” tem um único objetivo de negócio: aumentar o índice de recompra junto aos atuais clientes. Para isso a estratégia é “ficar conversando” de forma estruturada com esses clientes após a compra para entregar mensagens de marca e de venda.

Tudo começa com o mapeamento do ciclo de compra de um veículo e na identificação de todos os momentos que de certa forma influenciarão a decisão futura (uma visita para reparos em uma concessionária, por exemplo). Partindo desse estudo inicial (que aponta momentos diferentes para cada produto e para cada tipo de cliente), cria-se uma régua individual de comunicação anual que vai tentar estabelecer a presença da marca e sua relação com “bons momentos”, tudo para moldar a percepção desejada: “Eu confio na Toyota porque ela me dá todas as informações para me ajudar na compra do meu próximo carro. Inclusive há um Toyota que é perfeito para mim”.

No mapeamento do ciclo de compra foram identificados 4 diferentes estágios - comicamente ilustrados como fases de um casamento. Cada um deles é composto por uma série de comportamentos característicos e caracterizado por uma qualidade e um nível diferente de conexão emocional com o produto e com a marca.

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#1. Compra do novo carro (6 meses) – Lua de mel
#2. MEU carro (até 1 ano) – Zona de conforto
#3. UM carro (até 4 anos) – Realidade do dia-a-dia
#4. Próximo carro (entre 4 e 5 anos) – Divórcio

Uma vez tendo identificado os clientes e integrado a base de dados dos concessionários (por experiência própria essa é a parte mais difícil), modelos preditivos foram aplicados para pontuar os clientes de acordo com três diferentes indicadores: grau de possibilidade de comprar um carro novo nos próximos 6 meses (de qualquer marca); grau de possibilidade de comprar um novo veículo Toyota (preferência pela marca); grau de possibilidade de comprar um modelo específico de veículo (clientes migrando para outra categoria).

A complexa implementação se dá com o uso de Dinamic Layout Creation and Printing, que alimenta um template criativo padrão de acordo com as informações dos proprietários, dos concessionários e de uma matriz de mensagens. Para se ter uma idéia, algumas peças chegam a ter mais de 120 versões! Para viabilizar a operação buscaram o skill de parceiros específicos para isso, entre eles a Kodak e a WMSG.

Várias peças interessantes foram apresentadas em seus contextos, todas objetivando encantar, preencher os gaps de consideração, desejo e motivação de cada um dos estágios, para continuar aproximando os clientes da próxima compra. Tudo integradinho, com as mensagens certas, com a conexão emocional adequada, no formato certo, pelo canal certo, com as ofertas certas, com os argumentos adequados e, principalmente, nos momentos certos. Um mundo perfeito!

Falei sobre isso no post anterior, mas volto a repetir. Na minha opinião o maior desafio de um programa assim é fazer com que os clientes sintam-se como únicos e não como se estivessem inseridos em um programa – sabe aquela coisa do Prezado(a) Fulano? Para evitar ao máximo isso só há um ingrediente: é preciso ser relevante em todos os contatos, em todos os diálogos que a comunicação provocar. Isso exige uma coordenação perfeita entre tecnologia, processos e pessoas, que por sua vez precisam compartilhar a mesma visão. De qualquer forma, é muito bom ver que tem gente fazendo tudo do jeito certo, porque isso ajuda abrir mais o mercado, encorajando os clientes para seguir caminhos diferentes daqueles que estão acostumado (ZAG!).

Podcasting da palestra da Paula Sneed (Kraft)

Postado por Fabiano Coura em 17/10/06 as 22h54

Podcast_1_1 Acho que esse aqui ficou com uma qualidade melhorzinha que o do Richard Branson. Espero que gostem! Download paula_sneed_na_dma.mp3 (40 minutos, 26,7Mb)

A receita da Kraft para uma marca totalmente “ativada”

Postado por Fabiano Coura em 17/10/06 as 17h20

Paula Sneed, VP Global Marketing Resources, Kraft Foods

A Kraft Foods é a maior empresa de alimentos dos EUA e a segunda no mundo. Possui o portifólio mais forte de marcas da categoria, muitas delas líderes em seus segmentos. A marca “Oreo”, por exemplo, está presente em cerca de 95% dos lares americanos! Uma empresa muitíssimo bem sucedida em um mercado muitíssimo competitivo.

Qual é a Big Ideia por trás dessa marca? As pessoas buscam constantemente inspiração para tudo em suas vidas e, quando o assunto é alimento, precisam de marcas que motivem a busca por sabores melhores e pela qualidade da alimentação da família. Buscam marcas que as auxiliem a obter sucesso na cozinha, ou seja, a obter o reconhecimento de sua família e de seus amigos. Para isso a empresa oferece produtos que são apresentados como “idéias” – para motivar, inspirar e inovar na cozinha. Nas palavras da Paula, “Temos produtos que podem transformar um dia comum em um dia sensacional, essa é a nossa missão. Para que isso aconteça, precisamos entender profundamente o que os clientes esperam de nossa empresa para que possamos ajudá-los a viverem melhor”.

A Kraft sempre inovou muito em comunicação e criou muitos seguidores com isso: foi a primeira empresa a utilizar imagens em seus anúncios e a desenvolver campanhas com o uso de celebridades para endossar seus produtos (isso há muitos anos atrás). Sendo uma empresa de vanguarda, notaram rapidamente que estavam em um negócio cujos produtos tendiam a ser percebidos como commodities, uma vez que a competição por preços se acirrava drasticamente com a revolução industrial. Isso mudou completamente a estratégia de negócios da empresa, pois começaram a usar a comunicação para agregar valor a marca, fugindo sempre dos canais tradicionais. Para se ter uma idéia, há 5 anos eles investiam 2/3 da verba de comunicação em canais de massa e hoje esse montante caiu para 1/3. Isso mesmo! Atualmente 2/3 da verba de comunicação já é destinada a ativação: revista “Food and Family”, relacionamento e serviços na internet, eventos de relacionamento, promoções, campanhas dirigidas de experimentação e aquisição, material de ponto de venda diferenciado, etc.

Para criar as experiências de ativação da marca, a estratégia global de comunicação parte do princípio que as pessoas tem 3 problemas relacionados a comida:

#1. Falta de idéias e de inspiração para fazer coisas novas;
#2. Falta de conhecimento e mesmo de habilidade para cozinhar;
#3. Uma absurda necessidade de otimizar o tempo, que precisa ser dividido em uma quantidade cada vez maior de atividades;

Nesse contexto, uma série de iniciativas - todas tendo a “utilidade” como ingrediente principal - são desenvolvidas para ajudar as pessoas a lidarem com esses problemas – “Todo mundo tem desafios na cozinha. As pessoas querem soluções para suas vidas, para todos esses desafios. Então tentamos entender isso para desenvolver nossa empresa”. Como publicitários, sabemos que não há nada mais sublime do que o momento em que o cliente é tocado emocionalmente e percebe a comunicação como algo de valor para si, como um serviço que pode contribuir com sua vida, ao mesmo tempo em que o aproxima ainda mais da marca e de seus produtos.

Vejam os exemplos abaixo e notem a força da comunicação dirigida por trás de cada um deles. Notem a importância também desses canais para o aprendizado contínuo da empresa, para a otimização da estratégia global de comunicação e para o desenvolvimento de novos produtos.

Website “Interactive Kitchen”
http://www.kraftfoods.com
O que oferece? Centenas de receitas organizadas pelos produtos da empresa e por perfis de usuário, com personalização total da experiência de navegação e distribuição de conteúdo para outras plataformas, como iPods, PDAs e celulares.
Resultados: completando 10 anos de vida, o site recebe mensalmente 6 milhões de visitas que gastam, em média, 5 minutos de seu tempo interagindo com a marca.

Kraftfoods_website

Relacionamento via e-mail marketing
O que oferece? Conteúdo personalizado 1-a-1 em 3 diferentes idiomas (francês, inglês e espanhol), com total controle dos usuários sobre o conteúdo, freqüência, horario de envio, etc.
Resultados: são enviados 4 milhões de e-mails semanalmente com taxa de clique de 50% (!!!)

Revista “Food & Family” (recém lançada)
O que oferece? Conteúdo diferenciado sobre como ter uma vida mais feliz e saudável, ajudando os consumidores nos desafios que apontei anteriormente.
Resultados: 12 milhões de assinantes que gastam mensalmente cerca de 40 minutos lendo a publicação; 80% das pessoas colecionam as revistas; anualmente apenas 1% da base cancela o recebimento; 50% das pessoas recomendam a seus amigos; e o principal: as marcas abordadas em uma determinada edição experimentam um incremento imediato de vendas de 15%.

Kraftmagazine

Websites dirigidos a target específicos
Veja o exemplo abaixo clicando na imagem!

Cheftotherescue

Para fechar, fiquem com a mensagem final da Paula: “É preciso coragem para arriscar e mudar, mas todo mundo tem o direito de errar, desde que seja com pouco dinheiro!”.

O Podcasting da palestra vem no próximo post!

O caminho do “USP” para “ESP” na ativação de marcas

Postado por Fabiano Coura em 17/10/06 as 11h20

Como avançar do “Unique Selling Proposition” para o “Emotional Selling Proposition”? Isso mesmo, mais uma sigla para nossa coleção! Esse foi o tema da palestra do Dave Marold, VP de Marketing da AAA Life Insurance.

O ESP está mais focado nas emoções dos clientes e no profundo entendimento das forças que motivam o comportamento de compra – e não na famosa pirâmide das necessidades de Maslow – ou na visão de negócios dos executivos de marketing. Já sabemos que o apelo emocional – a exploração das paixões e desejos mais íntimos do target – ajuda a vender mais, mas a novidade aqui é que o uso de sofisticadas ferramentas (entre elas Neurographix) tem evoluído consideravelmente para ajudar na definição da proposta emocional mais adequada.

Como criar essas conexões emocionais?

#1. Descubra as emoções que os clientes estão buscando satisfazer. Não as necessidades!

#2. Crie as experiências que vão proporcionar essas conexões emocionais. Essas experiências podem se materializar no design do próprio produto, em sua embalagem (que no caso da Apple são desenhadas pelos próprios designers dos produtos), no material de relacionamento, no material de ponto de venda, etc. Para isso é muito importante o completo entendimento do território e da Big Idea, para traduzí-la adequadamente para todos os pontos de contato em que a ativação for atuar.

Os exemplos foram bem interessantes: aspiradores de pó com design robótico (lembrem-se que “Design evokes emotion”) – de forte apelo as crianças; ambiente das lojas A|X – que tocam em alto volume um conjunto de músicas selecionadas através de pesquisas neurais com clientes de alto valor, para fazê-los comprar mais; e a excelente ação de final de ano para o “wishlist” do e-commerce da Wall Mart – em que os pais se cadastram e inserem os presentes que os filhos querem ganhar no natal (Bingo!) em troca de uma bela carta do Papai Noel (totalmente personalizada) que será posteriormente enviada às criancinhas. Sensacional!

Para refletirmos: partindo desse ponto de vista, talvez o awareness da marca passe efetivamente a ser realmente um indicador de menor importância, já que a confiança – muito associada a conexão emocional – é o atributo mais importante para uma grande quantidade de negócios, principalmente nos segmentos de serviços, onde a falta de confiança é o motivo #1 de abandono de clientes.

Baixe os handouts aqui (3,4Mb)

Mundo "Googlalizado"

Postado por Fabiano Coura em 17/10/06 as 02h29

Nesse post do primeiro dia da conferência eu comentei sobre uma apresentação que fiz na ABEMD sobre Search Engine Marketing. Encontrei o PPT e disponibilizei o PDF aqui para quem ficou interessado.

Podcasting da palestra do Branson

Postado por Fabiano Coura em 16/10/06 as 23h54

Podcast_1_3 Finalmente está online! Demorei um pouquinho para postar o áudio porque tive que editar o arquivo. Como usei o microfone do próprio Powerbook, a qualidade ficou bem ruizinha, mas dá para escutar numa boa: Download Branson.mp3 (25 minutos, 8,7Mb).

Sir Richard “Rockstar” Branson

Postado por Fabiano Coura em 16/10/06 as 09h12

Branson1

Sem dúvida essa foi a palestra mais inspiradora até agora: como foi construída a marca mais “esticada” do mundo? Uma empresa bilionária que vai contra todas as regras de marketing que aprendemos a vida toda e suporta negócios vencedores nos mais diferentes e competitivos segmentos, que vão de companhia aérea, operadora de celular, operadora de turismo, banco (o mais confiável da Inglaterra), gravadora (eles possuem o Rolling Stones), rede de academias de ginástica e e-commerce de música (parecido com o iTuens), só para citar alguns.

Segundo Branson, a Virgin funciona tão bem assim, pois age como um eco-sistema em que as grandes empresas dirigem as menores - com poder descentralizado e total ausência de burocracia – e trabalham em conjunto para crescer e para se adequar ao ambiente, expulsando muitas vezes “organismos estranhos“.

Sob o lema “Some says why and some says why not”, tudo o que a empresa faz também em comunicação tem uma “pimenta”, tem a busca pelo novo e diferente por trás. Além disso, o espírito arrojado do fundador faz toda a diferença, principalmente quando o assunto é explorar um novo mercado. Em 1979, por exemplo, Richard estava com alguns amigos na sua ilha no Caribe, quando soube que todos os vôos da pequena empresa aérea da região haviam sidos cancelados. Imediatamente ligou para um táxi aéreo, alugou um avião, colocou - de brincadeira - um cartaz “Virgin Airlines” no avião e lotou ele com outros passageiros que estavam também nos vôos que haviam sidos cancelados. No final da viagem uma passageira comentou - “o serviço de vocês é bom, vocês deviam abrir uma companhia aérea!”. De volta a Inglaterra, Branson decide então montar a companhia, logo após ser criticado pelo então presidente da British Airways – “ele é muito velho para o Rock’n’Roll e muito jovem para voar”. Anos mais tarde a Virgin Atlantic festejava a chagada de vários novos boings, todos pintados com a resposta de Branson para o presidente da British – “Bigger than Yours”. Lendas assim são muito boas para a construção da marca, diga-se de passagem.

Como ele conseguiu tudo isso?

#1. Construindo uma marca com forte associação a “entretenimento”, o que reforça em todos os negócios que as pessoas podem se divertir, seja com em um vôo, seja com seu celular ou seja com seu banco (!). Esse atributo atua diretamente no íntimo das pessoas, que buscam se diferenciar através de seu consumo, fugindo do tradicional e do “certinho”.

#2. Entendendo que as pessoas são os assets mais importantes de suas empresas e fundamentais para fazer com que o eco-sistema funcione eficientemente. Para isso a cultura das empresas busca suportar um clima para que as pessoas estejam sempre engajadas, felizes, orgulhosas e se sentindo parte da marca e da missão da empresa. Um grande desafio, já que a medida que as empresas crescem, perdem gradualmente o caráter “pessoal”, representado pelo próprio Richard. A Virgin também destina milhões de dólares para projetos de responsabilidade social por todo mundo e divide essa trabalho com os próprios funcionários – “a great country has a great responsability”.

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Branson sendo entrevistado pelo John Grecco, presidente da DMA

Emerging Media & Vi­deo Revolution

Postado por Fabiano Coura em 15/10/06 as 11h52

Michael Davis, SVP & Director of Emerging Media, Draft

Platéia lotada e palestrante tenso. Nessa situação nada melhor que uma piadinha para relaxar: "€œEstou nervoso hoje porque sei que amanhã o Richard Branson vai fazer a apresentação dele aqui e estou me sentindo como uma bandinha qualquer abrindo o show do Rolling Stones!"€.

Desde que a Draft (uma agência de marketing direto) se uniu com a FCB, muitas coisas estão acontecendo por lá. Entre elas, a necessidade de se disseminar o DNA da comunicação dirigida e da ativação pela nova agência (parece que conheço essa missão!), por isso eles tem inovado em um monte de execuções em novas mí­dias, principalmente para a Kellogs, que é uma conta global deles.

Bom, vamos a palestra. No blá blá blá inicial aquela estória toda que já conhecemos: 80 milhões de usuários broadband nos EUA, 250 milhões de celulares ativos, 60 milhões de casas com aparelhos de video on demand, 55% das pessoas terão um notebook até o final do ano que vem, 80 milhões de usuários do TiVo e mais de 33 milhões de assinantes de rádio por satélite (sem insersões comerciais). Ou seja, uma absurda e crescente fragmentação de mí­dia que coloca o cliente ainda mais no poder (pulling) com uma infinidade de opções diferentes para gastar seu tempo, sem necessariamente consumir mí­dia nesse processo.

Quais são as alternativas? Segundo Miles, a Draft aposta no "€œContent is the new King"€. Conteúdo de alta qualidade, adaptado para diversas plataformas existentes (iPod, PSP, celulares, etc) e distribuí­dos via redes sociais, proporcionando a audiência os mágicos 4 Cs que tanto esperam: control, choice, customization e collaboration (O Mundo é de quem faz!).

Sem dúvida estamos acompanhando esse ano a revolução do ví­deo no mundo (veja a aposta do Google comprando o YouTube essa semana!). Antigamente o custo médio para a produção de um minuto de ví­deo em 35mm era de aproximadamente US$70,00. Hoje em dia o mesmo minuto custa apenas US$2,00 para ser rodado em uma câmera HD. No Google a busca por filmes independentes ultrapassou durante os últimos meses a busca por ví­deos comerciais (€œIndependent€ = 108 milhões de buscas X €œHollywood€ = 81 milhões de buscas). Os conteúdos mais consumidos hoje em dia no mundo estão na Internet e as pessoas já entenderam que nesse canal elas podem mandar sua mensagem para o mundo (67% dos produtores de conteúdo pessoal o fazem pela fama e pelo reconhecimento pela sua criatividade). Vejam o recente exemplo dos chafarizes de Coca-cola Light com Mentos. Vejam os ví­deos da "Lonelygirl15" no YouTube, cuja audiência (de mais de 11 milhões de espectadores) já ultrapassou a de muitos programas mainstream por aqui.

Para podermos aproveitar as oportunidades desse cenário vamos ter que...

#1. Entender melhor esse eco-sistema (e todos os detalhes técnicos por trás de cada processo) para distribuirmos nossos conteúdos através dele: Geração de conteúdo (Apple iMovie, Microsoft Movie Maker, etc); Agregadores de conteúdo (iTunes, YouTube, iFilm, etc) e Plataformas de consumo  de conteúdo (Mobile Browser, Internet Explorer, Java Browser, Playstation Portable, iPod, etc).

#2. Compreender que as pessoas querem acessar seus conteúdos em dispositivos móveis e€“ querem ter a TV em seu celular - mesmo que isso comprometa a qualidade desse consumo (39% das pessoas usam o celular aqui nos EUA para consultar a previsão do tempo; 27% para consultar informações sobre o trânsito; 23% para ver filmes; 21% para assistir shows de comédia; 21% para assistir noticiários e 19% para assistir programas de esportes).

#3. Usar muita criatividade para entender a cabeça desses novos consumidores de conteúdo e produzir coisas legais que passem pelos seus filtros neurais "anti-comerciais".

#4. Colocar toda a tecnologia existente e o poder das redes sociais para fazer as idéias acontecerem com o menor esforço possí­vel de mí­dia (isso é o que os clientes vão começar a procurar cada vez mais).

Para fechar, dois exemplos bem legais em que esses 4 pontos se fazem presentes.

A Shakira nunca vendeu tantos discos quanto tem vendido nesses últimos dias sem esforço nenhum de mídia. Um clipe bizarro produzido com sua música já foi visto por mais 18 milhões de pessoas na Internet. Pela regra geral, depois que você assiste umas 4 vezes acaba começando a gostar da música e vai comprar o disco.

Nesse belo projeto da MediaZest (UK) para ajudar a C&A a promover sua nova linha de lingerie em Berlin, um display em 3D dentro da vitrine da loja projetava o holograma de uma linda mocinha que ficava chamando as pessoas na rua. Tudo era filmado e transmitido ao vivo pela Internet. Alguns filmes de 30 segundos com uma compilação dos trechos mais engraçados capturados na rua foram para a mí­dia para potencializar ainda mais o efeito viral da ação (clique na imagem abaixo para ir para o site deles e assistir um ví­deo que conta essa estória).

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E-mail Testing and Analytics

Postado por Fabiano Coura em 15/10/06 as 10h32

David Baker, VP E-mail and Analytical Solutions, Agency.com

Foram abordadas duas metodologias para análise e otimização de campanhas de ativação por e-mail. A primeira delas (A/B Spli Testing) é mais básica e pode ser facilmente implementada. A segunda metodologia (Multivariate Testing) é bem mais complexa e exige softwares de análise estatística para garantir um entendimento facilitado dos dados coletados. Nesse post vou comentar brevemente cada uma dessas técnicas:

A/B Testing: muito, muito simples. Começa-se definindo um objetivo, ou seja, o que se quer otimizar com o teste (exemplo: taxa de abertura); isola-se a variável a ser testada (exemplo: oferta, assunto, layout, etc); seleciona-se duas diferentes amostras da base a ser impactada pela ação (uma 50/50 e outra 20/80, para confirmação da constatação); apura-se os resultados e, finalmente, projeta-se os indicadores para toda a base.

Multivariate Testing: uma metodologia usada para descrever diferenças e similaridades com mais profundidade, através de testes de vários cenários, por exemplo. É mais bem complexo, pois compara estatisticamente o comportamento de vários grupos para se acentuar mais as diferenças de resultados para as variáveis testadas (um monte delas variando em uma matriz de testes). Em testes assim mais complexos é muito importante considerar variáveis que sejam realmente relevantes para o aprendizado e que possam ser posteriormente “lidas” e interpretadas. Os softwares analisam os grupos com o isolamento de todas as variáveis uma-a-uma para identificar aquela configuração com o maior potencial de resultados (testes assim podem otimizar em até 8 vezes os resultados de uma simples campanha de e-mail).

Quando se fala nesse assunto, vale lembrar que mais importante até que a própria metodologia selecionada, é saber que se nada for efetivamente planejado para “acontecer” imediatamente com os resultados, todo trabalho do teste pode ser perdido, pois os dados todos são extremamente perecíveis.

E-mail Creative that Works

Postado por Fabiano Coura em 15/10/06 as 08h18

Bill Nussey, CEO, Silverpop

Uma oferta funciona melhor na área superior ou na área inferior de um e-mail? Inserir o nome da empresa na linha de assunto aumenta a taxa de abertura dos e-mails? Essas são algumas das técnicas abordadas nessa palestra, com a apresentação de uma recente pesquisa conduzida pela própria Silverpop.

Em geral, boas iniciativas de e-mail marketing combinam call-to-action (ou oferta) relevante, um belo design e o timming mais apropriado para o envio, na tentativa de abordar os clientes nos momentos em que eles estiverem “prontos para comprar”. Isso nós já sabemos, certo? Até porque, antes de sermos publicitários, somos consumidores. Vou abordar apenas dois pontos que achei mais importantes, mas se você tiver interesse em ver outros detalhes da pesquisa apresentada, poderá baixá-la integralmente aqui.

Primeiro ponto: ter a imagem de sua marca associada a prática de spam já não é mais uma preocupação das empresas (pelo menos das mais sérias). Todas elas já absorveram o código de ética e estão usando muito bem o bom senso na construção das suas listas opt-in. O desafio de hoje em dia é a entrega! Antes de chegar até sua caixa de entrada, o e-mail enviado passa pelos filtros de spam dos próprios provedores (cada um com sua própria solução) e é aí que a sua mensagem pode ser barrada. É importante lembrar que esses filtros são inteligentes e muitas vezes usam o próprio feedback dos usuários para “aprender” e definir se aquele remetente é um adepto do spam (famoso botãozinho “report as spam” presentes hoje na maioria dos webmails). Algumas empresas americanas estão ganhando dinheiro com a venda de black lists de empresas que praticam spam e também com consultorias especializadas para driblar esses filtros dos provedores.

Segundo ponto: ficamos na maior parte das vezes preocupados com a própria peça do e-mail, ignorando o fato de que a peça NÃO tem seu fim em si mesma, e perdemos uma grande oportunidade de pensar além, de tentar interferir nos demais comportamentos de consideração para garantir a conversão da venda. Para onde você levaria os cliques de e-mail de uma campanha de um dos nossos clientes? Para a confusa e poluída home-page do site dele ou para um ambiente em que o diálogo possa fluir e que a consideração anterior a venda possa acontecer? O engajamento começa no momento do clique e não pode ser interrompido! Aqui nos Estados Unidos já é muito comum a prática de campanhas de e-mail marketing com otimização de “landing pages”, que são essas páginas (ou até micro sites) elaboradas para tratar os cliques das campanhas (entendendo que muitas vezes um clique não significa que o cliente está imediatamente pronto para comprar). Temos aqui uma grande oportunidade de oferecer aos nossos clientes soluções mais completas e aprendermos juntos com eles!

Creative Tune Up

Postado por Fabiano Coura em 14/10/06 as 18h16

Seguramente Herschell Gordon é um senhor com mais que 70 anos. Sua cabecinha repleta de fios brancos dão o aval ao seu extenso CV e sua enorme experiência.

Com sacadas do tipo: “You are in a command of the reaction to your words” e “Emotions outsells Intellect. Benefits are more emotional than features. So benefits outsell features”, a palestra foi bastante interativa e provocante para todos, principalmente porque muitas das técnicas que foram apresentadas eram baseadas em pesquisas e anos de testes (o que te deixa meio sem argumentos). O exercício que fizemos foi bem interessante, avaliando sempre alternativas para que textos comumente utilizados em ativação pudessem ser mais eficientes. Me lembrei de um belo trecho do livro do Jon Steel (Arte do Planejamento) em que ele relata uma análise dos papelões com mensagens utilizados pelos mendigos para pedir dinheiro... Passando pelo “Preciso de dinheiro para comer” e pelo “não tenho emprego, me ajude”, o vencedor tinha um copy sensacional e conclusivo: “Preciso comprar gasolina para meu jatinho”.

O que minimiza mais a percepção negativa sobre o tempo? Vamos te entregar em um mês ou Vamos te entregar em 30 dias? A segunda opção trás uma percepção de que o tempo é menor!

O que dá mais credibilidade a apresentação de uma empresa? Estamos no mercado desde 1992 ou Temos uma estória de 15 anos de sucesso? Novamente a segunda opção molda uma percepção de muito mais segurança e tradição.

Os exemplos todos foram em inglês, o que te obriga a ficar pensando o tempo todo sobre a adequação das técnicas para nossa língua, mas o recado geral é que raramente nos atentamos a esses detalhes (que são muito importantes) e se analisarmos vamos sempre nos deparar com textos gratuitos apresentando inúmeras oportunidades para serem otimizados. Num mundo repleto de mensagens, OTIMIZAR as informações, sem mudar os fatos, é uma ótima estratégia para ser mais direto e persuasivo, o que é fundamental para se obter entendimento e VENDER.

Já sabemos que os latinos são mais sensíveis a mensagens com ordem de comando e sabemos que está mais do que na hora de tomar certas decisões de maneira mais científica, principalmente quanto se fala nas disciplinas de ativação. Agora é ficar mais atento a isso!

Redatores de plantão que quiserem dar uma espiada em outros exemplos, baixem o PDF da apresentação aqui:

Download creative_tune_up.pdf

Search Engine Marketing

Postado por Fabiano Coura em 14/10/06 as 17h57

Os traking mais procurados de hoje foram o de Search Engine Marketing e o Creative Tune Up. Dei uma passadinha pela palestra de SEM, mas pulei fora rapidinho para o outro track - Creative Tune Up, com o Herschell Gordon - pois pouca coisa mudou sobre esse tema (a não ser o tamanho desse mercado, que é gigante aqui nos EUA).

Se você quiser saber um pouco mais sobre esse assunto, leia os textos que eu escrevi durante a conferência do ano passado, que vão ajudar a ter uma noção legal sobre como o SEM funciona. Ah, vale lembrar que Search Engine Marketing não tem necessariamente relação com a compra de “palavras-chave”. Trata-se de técnicas mais amplas para manipular a intocável lista orgânica dos sistemas de busca.

Dei uma palestra sobre esse assunto na ABEMD no ano passado e vou tentar buscar esse conteúdo para complementar os artigos para quem tiver interesse.

Artigo 1: Será que vale a pena ler esses artigos?
Artigo 2: Uma introdução ao SEM
Artigo 3: Porque isso está ficando tão importante?
Artigo 4: Dicas para aumentar sua visibilidade no Google

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