Idéias e cases

Tendência 1/8: Jogos virtuais em plataformas reais

Postado por Fabiano Coura em 06/08/10 as 18h49

[#quandoodigitalinvadeoreal]

Nesse post inaugural da sequência de tendências que quero falar aqui, vou começar falando sobre o Foursquare – a grande moda do momento para consumidores e marcas – e certamente um dos projetos pioneiros nesse contexto. A proposta é a de se utilizar da localização dos usuários, fornecida pelo GPS do celular, para criar um enorme tabuleiro no mundo real, em que todos os pontos de encontro do mundo – de restaurantes a lojas e pontos turísticos – se transformam em “casas virtuais”. O objetivo é simples: competir com seu grupo de amigos por pontos e medalhas (badges) digitais, acumulados em check-ins e tarefas no mundo real. Além do aspecto “capital social”, os usuários colaboram para agregar conteúdo digital sobre todas as localidades físicas visitadas, que vão desde dicas sobre os cardápios de restaurantes, a observações sobre a coleção de museus.

A primeira coisa para notar aqui é que uma inovação assim jamais seria possível se não fosse a capacidade de “sentir” dos nossos celulares de hoje em dia. A fusão de um monte de sensores – como: GPS, web, giroscópio, acelerômetro, bussola, etc – dá a esses aparelhos uma capacidade muito grande de interpretar características do mundo real para reagir e atuar de acordo com o ambiente do usuário. Pense sobre a quantidade de oportunidades que surgirão ao longo dos próximos 5 anos para criarmos e recriarmos negócios e indústrias explorando essa grande capacidade mais distribuída e poderosa: (1) teremos muito mais gente usando celulares inteligentes; (2) as pessoas até lá estarão muito mais habilitadas a usar esse tipo de serviço; (3) essa capacidade sensorial e “sensocial” dos aparelhos irá evoluir muito – tanto em precisão, quanto em diversidade. Possivelmente esses celulares que virão ao longo dos próximos 5 anos serão capazes de “sentir” aspectos sociais e físicos como jamais imaginamos que seria possível (batidas cardíacas, temperatura, emoções, reações físicas, etc). E para olhar esse futuro, nada melhor do que olhar para o passado e se lembrar que há menos de 3 meros anos não poderíamos sequer imaginar boa parte das inovações trazidas pelo iPhone... Assim fica fácil acreditar que realmente não dá para imaginar nada ainda sobre o que virá por aí.

A segunda observação é de que inovações desse tipo sempre sofrem com as barreiras de adoção. De fato, muitas delas morrem na praia antes de atingirem a maturidade, rompendo a barreira de uso exclusivo dos early adopters e atingindo o público maintream e sua capacidade de massificar o uso e permitir ganhos de escala e o aumento do valor da plataforma. Se você usa o Foursquare desde o início – o que é o meu caso – pôde acompanhar de perto essa quebra de barreira. Vai se lembrar de que no início usava esse negócio sem nem mesmo entender o porquê... Simplesmente porque não havia valor [não havia nada além da novidade, além de poder “estar por dentro”]. Não havia com quem "competir", não haviam informações sobre os locais de interesse, não havia utilidade e tampouco “amigos” para trocar capital social. O Foursquare só foi vencedor porque conseguiu preencher esse gap de adoção criando um valor muito grande sobre o quesito “pertencer”. Criaram essa sensação de “eu sou legal porque eu conheço o Foursquare e já tenho 5 badges: o rookie, o welcome to the world above 59th, blábláblá”. Entender essas sutilezas sobre o que causa interesse e engajamento espontâneo é algo que será cada vez mais importante [e escasso também].

O próximo exemplo é de um experimento de um grupo de amigos: “Racer” REAL Game. Eles construíram uma pista de papelão que é percorrida por um carrinho de controle remoto com uma câmera acoplada. O jogador fica em um cockpit de frente a uma tela “assistindo” as imagens transmitidas pelo carrinho em tempo real e controlando ele através de controles de arcade. É muito interessante notar como essa fusão do real com o eletrônico e virtual é curiosa e inesperada. E como nosso cérebro funciona quando vê algo inesperado.

Na linha do projeto anterior, abaixo você vê um vídeo do AirDrone, que será lançado comercialmente nos EUA em setembro (vou comprar um, certeza). A idéia aqui também é a de um game que se utiliza de transmissão ao vivo de vídeo a partir de um objeto (nesse caso um helicóptero) que é controlado remotamente (nesse caso por um iPhone). É praticamente a viabilização para as massas dos famosos aviões spy utilizados pelos EUA nas recentes operações no Oriente Médio. Assista o vídeo abaixo pra ver algumas das aplicações que serão disponibilizadas já no lançamento... Além de espionar os vizinhos, dá para se divertir em um jogo em realidade aumentada que parece ser bem legal.

O que interface tem a ver com construção de marca?

Postado por Fabiano Coura em 23/06/10 as 13h53

A resposta é: TUDO. Acabei de sair da apresentação da Barbarian + Cheil, onde foi apresentada uma versão real bem acabada da interface do “Majority Report”. Deu para ver que ainda não há muita precisão, mas deu para ter uma ótima impressão do que vem por aí. Eu particularmente acho que o impacto disso será muito grande. Talvez tão grande quanto foi a chegada das interfaces touch para as massas, que se deu fundamentalmente pelo sucesso de vendas do iPhone. Além de muito intuitivas – pelo fato de explorarem gestos humanos – elas facilitam enormemente a manipulação de uma grande quantidade de informações, de uma forma muito mais fácil e natural. Por isso mesmo causará uma ruptura, pois existentes modelos mentais de interação e navegação – até então definidos como padrão desde a primeira versão do HTML – precisarão se reinventar e se tornarão obsoletos ao longo do tempo.

No meio dessa nova onda revolucionária, que será seguramente rápida, há uma grande oportunidade antecipada para marcas: a de definir cuidadosamente e caprichosamente um guideline visual interativo, muito além dos aspectos que os botões devem ter. O que é isso? Na R/GA nos chamamos de “Sistema Operacional”. Da mesma forma que o guideline da marca define todos os aspectos visuais e estáticos, bem como as regras de aplicação que tornam consistente sua comunicação, o guideline interativo deve definir todas as propriedades interativas da marca, com o objetivo de criar propriedades de marca para todo e qualquer elemento interativo que uma determinada marca venha ter que desenvolver. Veja o exemplo do Facebook... Se você observar um único bloco de sua página, você imediatamente vai se identificar com a marca. Veja como é fácil identificar os elementos de interação do que eles chamam de “social plugins”, que estarão cada vez mais distribuídos entre os sites que você acessa diariamente. Quer mais um exemplo? Veja os elementos da interface do iPhone. É impossível não relacionar a marca as animações e transições da interface do produto, como aquela que acontece quanto você toca a capinha do CD do App do iPod. Agora pense um pouco o estado de evolução em que se encontra a nossa indústria brasileira com relação a isso: total falta de consistência, agravada ainda mais cada vez que a marca lança um produto e resolve, por exemplo, agregar um hotsite para ele – afinal, trata-se de um produto “importante” com toda uma identidade própria. Entendeu? Na medida que as pessoas estão passando muito mais tempo com sua marca em canais interativos, a definição e apropriação desses elementos de experiências interativas passa a ser ainda mais importante. O vídeo da demo da interface do Minority Report está logo mais:

So far, so good.

Postado por Fabiano Coura em 23/06/10 as 09h59

Conteúdo postado no Sapo de Dentro, do Meio & Mensagem

Estou gostando muito do interesse, especialmente dos clientes que estão aqui, por correr atrás de compreender melhor as implicações do digital em seus negócios, o que transcende qualquer solução de comunicação. Estou também muito interessado em analisar melhor a forma como algumas empresas estão se aproveitando do fato da sua comunicação estar ficando incontrolavelmente globalizada em função da Internet, colhendo resultamos incríveis globalmente de projetos originalmente desenhados para mercados locais. Idéias como a da Heineken durante a transmissão do clássico Milan x Real Madrid, ou ainda o Teletransporte da cerveja argentina Andes, obtiveram uma audiência mundial absolutamente não planejada. No caso da cerveja Andes, essa peça funcionou praticamente como uma peça de lançamento da marca para o mundo, algo que aconteceu de forma totalmente desproposital. As possibilidades são inúmeras. Plataformas de conteúdo ou brand utility que estão sendo desenvolvidas nesse momento para mercados muito específicos, como mercados asiáticos, por exemplo, poderiam desembarcar com enorme sucesso se adequadamente planejadas para isso, otimizando grandes investimentos em tecnologia. Isso é muito importante. Pense que o Brasil é a bola da vez. Pense que temos o perfil de usuario mais influenciador e socialmente ativo na Internet mundial. Pense no investimento todo que virá para nosso país ao longo dos proximos anos. Isso representa muitas oportunidades (e também uma maior necessidade por visão).

Novas tecnologias? Nem tanto. A maior parte das pessoas que estão por aqui estão muito mais interessadas em aproveitar e aprender como usar adequadamente tudo o que já está aí, do que pensar em inventar novas coisas.

No mais, estou também muito interessado em ouvir por aqui as reações sobre a apresentação da R/GA na tarde de hoje. O Nick e o Barry irão falar um pouco sobre o modelo disruptivo da agência e isso certamente deverá provocar opiniões interessantes vindas do Brasil (e muito valiosas para mim, que acabei de embarcar na operação da agência por lá).

Juntando todas essas coisas, fico ainda mais ancioso por acompanhar também os resultados do trabalho do jury de titanium. Bob Greenberg, nosso CEO e CCO) está dirigindo os esforços de todos por lá na busca por projetos capazes não somente de transformar a relação de pessoas com marcas, mas fundamentalmente transformar negócios, resignificar marcas e redefinir modelos de negócios em meio a tempestade de transformações pelas quais o comportamento dos consumidores andam passando.

Billboard Yourself

Postado por Fabiano Coura em 22/06/10 as 22h23

Projeto super legal que deu orgulho de ver hoje no Palais, na apresentação do Marcello Serpa. A direção de arte é belíssima e a plataforma para a distribuição do conteúdo é funcional e muito bem acabada. Essa instalação ia fazer um puta sucesso aqui no Palais, ao lado da máquina do sorvete :)

Billboard Magazine video instalation from Marcos Kotlhar on Vimeo.

Um sorvete por um sorriso

Postado por Fabiano Coura em 22/06/10 as 22h12

Achei muito foda isso. Além da interação, a completa adequação ao posicionamento da marca "Share the Happiness". Coisas que só são possíveis graças a tecnologia, aplicada de forma absolutamente relevante, tanto para a marca, quanto para o consumidor.

A maior placa do mundo e seus leões póstumos

Postado por Fabiano Coura em 22/06/10 as 08h56

A Farfar foi desligada pela Isobar em abril desse ano (se eu não estiver mal informado, acho que a decisão foi definitiva), após muito brilhar na nossa indústria, conquistando praticamente todos os prêmios existentes e construindo uma história de inovação admirável. Esse post é apenas para celebrar o leão póstumo deles aqui em Cannes, registrado nesse belo trabalho para a Nokia.

Gatorade Replay

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 23h00

A TBWA levou 2 GPs com o case Replay para a Gatorade (Promo e PR), promovendo um game histórico 15 anos depois, entre os mesmos times, no mesmo campo, com os mesmos treinadores e com os mesmos jogadores. Além de juntar todo mundo, a marca realizou o treinamento para deixar todos os jogadores em forma para o jogo, gerando um conteúdo envolvente e emocional. O insight é incrível: todo grande atleta, de qualquer esporte, sempre tem uma partida no passado que gostaria de ter a chance de realizar novamente - "Todo mundo merece uma segunda chance". O jogo lotou o estádio e, segundo a descrição do case, gerou um incremento de 63% nas vendas do produto, juntamente com mais de US$3,4 milhões de retorno em earned media.

GP de direct para um déjà vu, é isso mesmo?

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 22h43

Será que não tinha nada mais fresh entre as mais de 1.500 inscrições da categoria desse ano não? O YouTube fez exatamente a mesma coisa [de uma forma muito mais nobre] com o projeto "The Internet Symphony" Global Mash Up, que além da repercussão online muito mais expressiva, culminou em uma excelente apresentação no Carnegie Hall em NY em abril do ano passado. Dei uma pesquisada antes de polemizar aqui e encontrei um artigo do NYT com a data 03/03/2009 falando sobre o projeto. Ainda está no ar aqui, e dá para conferir que o projeto teve mais de 13 milhões de views. Acho que a "máquina do sorvete da Kibon por um sorriso" tá merecendo mais que esse aí...

Eternal Moonwalk

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 22h03

Um projeto da que eternizou o rei do pop em um moonwalk coletivo de mais de 45Kms, com mais de 15.000 participantes de todas as partes do mundo. Levou um leão de ouro em Direct e, de quebra, também eternizou a enorme confusão entre as categorias aqui em Cannes... Afinal, esse é um case Direct ou Digital?

Hyundai | Mensagem de esperança do Nick Vujicic

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 21h18

Emoção + storytelling nesse branded content com mais de 2,4 milhões de views no YouTube. A mensagem final não poderia ser mais relevante, tanto para o momento da copa, quanto para o momento de nosso mercado: "Failure is not important. How you overcome it is."

Ikea Facebook Showroom

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 21h01

Puta uso esperto e rápido da funcionalidade de tag de fotos do Facebook. O oportunismo tecnológico usado de forma relevante e divertida. Adorei a aderência a plataforma e a forma como engajaram as pessoas para que se transformassem naturalmente em propagadores do projeto.

My First Book

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 08h45

Nosso razão de ser como publicitários está brilhantemente expressa nesse case da JWT: criatividade aplicada para resolver problemas. Nesse caso, um problema gravíssimo, muito maior do que qualquer problema que qualquer um de nossos clientes tenham. Clica logo na imagem abaixo pra ver o vídeo do case no site do projeto. 

  Myfirstbook

AKQA | Os Leões do Futuro v2009

Postado por Fabiano Coura em 26/06/09 as 07h22

A AKQA faz uma coisa inteligente aqui todo ano. O projeto deles funciona meio que como um “recrutamento global” de novos talentos em que jovens estudantes são convidados a enviarem seus trabalhos para uma avaliação interna deles sob a seguinte premissa: sua idéia tem que estar baseada em tecnologias e plataformas que não existiam 5 anos atrás, para uma marca e uma audiência livremente escolhida [hire them before they steal your job]. Vejam abaixo os projetos vencedores dessa edição.

Starbucks Be Steady

Uma nova versão dos cupons “venha até minha loja” materializado através de um aplicativo para iPhone que localiza as lojas mais próximas e, na sequencia, dispara um game em que o consumidor deve trazer até a loja um copo virtual com a bebida escolhida sem derramar. O aplicativo utiliza o motion sensor do aparelho para simular a bebida quente balançando dentro do aparelho.

Starbucks-be-steady

Ikea See how it looks

Uma idéia baseada em augmented reality para que os consumidores da marca possam prever como ficariam seus produtos em suas casas antes de comprar. Print it. See it. Buy it.

Expedia The Warm-up

A versão móbile do game “quente” ou “frio” usando um aplicativo para iPhone.

Element Skareboard “Claim it”

Fortum “Active Gym”

Axion | Concert Banners

Postado por Fabiano Coura em 24/06/09 as 22h43

O Axion é um banco belga que precisava se conectar de um jeito diferente com seu público teen. Aqui eu ví uma inovação de "gente grande", especialmente porque ao invés de estar baseada em uma nova tecnologia ou plataforma, está totalmente baseada na peça mais velhinha de todas que temos na Internet: o banner. E trabalhando na área você sabe que uma das principais missões do nosso mercado é renovar esse formato, encontrar maneiras mais relevantes de maior impacto para engajar a audiência, ao invés de simplesmente interromper. Você sabe também que as taxas de cliques médias do mercado são decrescentes e sabe da dificuldade que temos ano após ano para bater novos recordes, mesmo em campanhas super diferenciadas. E esse case foi sensacional para mim porque me fez sentir uma criança na frente de um brinquedo novo. Reinventa o banner colocando ele em um contexto relevante, agrega conteúdo e agrega serviço para as pessoas através de um concurso incrível. Veja o resumo do case no vídeo abaixo.

HBO | Indoor que fala

Postado por Fabiano Coura em 24/06/09 as 22h27

Para o lançamento da nova temporada da série Big Love, a HBO resolveu inovar "desinovando". Isso porque resolveram ignorar qualquer nova tecnologia wireless para trabalhar uma sequência de cartazes distribuídos no subway de NY com conexões P2 (aquelas de fone de ouvido) posicionadas nas cabeças dos pergonagens. Assim, qualquer pessoa que estivesse de bobeira alí esperando o próximo trem poderia ficar escutando os "pensamentos" de cada uma das figuras da série, uma vez que a linha central da série são "segredos".

Fiat EcoDrive

Postado por Fabiano Coura em 24/06/09 as 22h09

Fiz questão de postar esse projeto aqui, mesmo sabendo que todo mundo nessa altura do campeonato na conhece, principalmente porque já arrematou outros festivais recentemente. Para mim esse é o Nike+ para carros. É um projeto absolutamente disruptivo no mercado automotivo e está baseado em um caminho que não tem volta: brand utility, comunicação como serviço. Um projeto que me faz continuar empolgado e acreditando no quão promissora a área digital pode ser e na quantidade de oportunidades que temos ainda em migrar dinheiro de banners para aplicativos e projetos capazes de contribuir para a vida das pessoas.

Criatividade para inovar em tempo de crise

Postado por Fabiano Coura em 24/06/09 as 09h17

O seminário da JWT foi dos mais divertidos até agora. O Fernando Vega Olmos apresentou sua peculiar visão sobre a crise, expressando-se através de imagens e visões engraçadas e realistas. Comentou também um pouco sobre a importância de uma postura otimista durante esses períodos difíceis para que grandes oportunidades possam ser aproveitadas. Somente como exemplo, durante o período de 1999 e 2002 a Apple estava perdendo cerca de 6% ao ano e, ao mesmo tempo, estava investindo cerca de 42% mais em pesquisa e desenvolvimento [estavam desenvolvendo o iPod nesse período :)]. Para fazer a comparação do quanto eles foram arrojados e otimistas, o Japão incrementou seu investimento em R&D em apenas 1% nesse período, os EUA 2%, e a India e a China incrementaram em 7%. Para fechar, apresentou alguns exemplos interessantes de inovação das agências da rede, incluindo o sensacional case do Band-Aid Fashion da JWT de São Paulo e o Kit Kat Mail, do escritório japonês, que levou o GP de mídia esse ano.

Band-Aid

KitKat Mail

Museu Efemero

Postado por Fabiano Coura em 23/06/09 as 09h42

The street have no borders. Veja o video do case abaixo e acesse o site do projeto aqui. [da Leo de Lisboa]

O que está por trás do melhor trabalho do mundo?

Postado por Fabiano Coura em 23/06/09 as 08h24

A CummisNitro tá levando um monte de prêmios aqui com o projeto “Best job of the World”. Como você muito possivelmente já conhece o case, resolvi escrever um pouco sobre uma reflexão que estava fazendo sobre o porquê desse case ser tão DUCA. A conclusão mais óbvia é a de que talvez essa tenha sido verdadeiramente a primeira campanha completamente baseada em PR e Internet [não estou falando de filminhos virais ou fenômenos da mídia] que foi conhecida realmente em um nível global. Sua estratégia está absolutamente em linha com o que de fato funciona hoje em dia em termos de comunicação e também faz o melhor uso possível de cada canal para amplificar a mensagem da campanha e o engajamento das pessoas com o projeto [aka engagement planning]. Mas mais do que isso, a campanha está completamente focada em uma necessidade humana evidente e, ao mesmo tempo, sub aproveitada quando o assunto é VENDER: as pessoas querem ser felizes PELO AMOR DE DEUS. Pense um pouco sobre isso. Pense porque você gostaria de ter o “melhor trabalho do mundo”? After all, não é porque você quer fugir da vida das grandes capitais. É por que você quer ser feliz. PONTO. Veja que todas as conversas geradas em torno desse projeto, tanto no mundo online, quanto no offline, estão baseadas nessa idéia central, ou seja, na capacidade que a agência teve de explorar essa que é a maior de todas as necessidades humanas. O trabalho oferecido na Ilha Hamilton representa tudo o que muitas das pessoas querem ter em sua vida: sorte, liberdade, tranqüilidade, luxo, paz, tempo, natureza... Você pode listar mais um monte deles aqui. E, obviamente, todas elas somam para o produto final: FELICIDADE. Portanto, se você quer ser feliz também em sua profissão, explore a criação de conteúdos, serviços agregados através da comunicação ou entretenimento para ajudar seus consumidores a encontrarem a tão sonhada felicidade.
Por fim, se você ainda não conhece o case, veja o filme abaixo e acompanhe o dia-a-dia do “infeliz” vencedor da competição nesse blog aqui.

Long de Titanium | Barrilete Cósmico

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 20h57

Depois de lançar com sucesso o Depósito Lopetegui (que levou o GP em 2007 - veja aqui) os caras da Shackleton arrebentaram novamente. Para chamar a atenção de seus clientes para o novo fundo de investimento que, segundo eles, tinham taxas incríveis perante a concorrência, montaram um time de futebol cheio de pernas de pau que convidada os outros bancos para um campeonato: já que os outros bancos não podem competir com as nossas taxas, vamos dar a eles uma tarefa mais fácil! [gênio] Para a sorte deles, os outros bancos acabaram aceitando o desafio e, claro, eles tomaram uma lavada hehehe. Vejam o case completo abaixo.

Long de Titanium | Um filme que não existe

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 20h41

Esse vem da agência espanhola Shackleton, fera em arrematar leões aqui em Cannes: uma campanha contra a fome que tem como idéia principal envolver as pessoes em um abaixo assinado para que o Al Gore produza um documentário sobre o problema. Todas as peças levavam as pessoas para um site (http://www.askalgore.org) em que podiam ver o trailer do filme (que ainda não existe). A idéia gerou 1 milhão em mídia espontânea em um mês e atraiu a atenção de importantes veículos, como a revista TIME, que além de se engajar com a causa, entrou em contato com o próprio Al Gore.

Long de Titanium | Why so Serious

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 20h27

Essa não podia faltar. Tentei acompanhar na época e tal, mas são tantas ações que não dei conta de ver o todo do projeto... Aqui você tem uma peça rara: o vídeo que conta todo o case da 42 Entertainment para o lançamento do filme do Batman. Um ARG que usou todas as ferramentas que você conhece para envolver mais de 10 milhões de jogadores em mais 75 países. Um case de respeito que comprova também como tem gente doida nesse mundo. Anyway, veja o case completo abaixo.

Experiência Go Miniman Go

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 07h10

O seminário da LBi explorou a questão de que marcas interessantes deixam de apenas mostrar produtos e serviços através de metáforas, para “criar ENTENDIMENTO da proposta de valor da marca através de EXPERIÊNCIAS. Um exemplo muito interessante que foi dissecado é o da campanha Go Miniman Go – da LEGO – que se aproveita da força das próprias pessoas para amplificar a mensagem de diversão da marca, respondendo e amplificando um comportamento cultural que estava se consolidando.

A inspiração, que veio das pessoas:

O projeto interativo da marca:

Vejam isso: Coca-cola vending machine da NASA

Postado por Fabiano Coura em 21/06/09 as 07h00

Como formar uma fila de gente querendo experimentar sua marca e seu produto em meio a tantas coisas legais que estão acontecendo aqui no Palais? O engraçado é ver que a maior parte das pessoas estavam realmente muito mais embaladas e envolvidas pela máquina do que pelo produto mesmo. Até porque mandar uma Coca-cola logo após um café da manhã francês é uma coisa que não combina muito bem.

Touchwall Multi-touch + Multi-user

Postado por Fabiano Coura em 20/06/09 as 21h43

[Pelo título parece que vou falar sobre um produto das Organizações Tabajara]... "Help people engage with information and activities" - com isso em mente a Schematic - que é uma agência digital do grupo WPP - criou esse gigante painel com informações e serviços interativos para o pessoal brincar aqui no Palais. Dá para você organizar sua agenda, se conectar com pessoas, verificar o conteúdo de todo evento e fazer mais um montão de coisas. Veja o vídeo que fala sobre o projeto abaixo. Só pra lembrar uma coisa que eu vivo pregando por aqui: nossa profissão está ficando cada vez mais científica, em vários aspectos. Nesse caso, entender de interfaces, visualization tools, arquitetura de informação e tecnologia será cada vez mais importante. Não somente para criar aplicações desse tipo para marcas, mas também porque muitas idéias serão suportadas ou distribuídas somente por plataformas assim em um futuro próximo. Aliás, amanhã a Schematic vai fazer uma apresentação somente para abordar esse assunto. Se eu ver algo bacana por lá divido com vocês depois aqui.

Quanto vale uma experiência?

Postado por Fabiano Coura em 09/06/09 as 15h04

Se uma imagem vale por mil palavras, eu diria que uma experiência vale por 1.000 GRPs [no chute]. Sempre fico contente em ver projetos baseados nessa crença. No embalo do projeto da Nikon para a D40, em que a marca transformou Georgetown em Picturetown, a Canon está com um projeto em parques nacionais americanos em que fotógrafos famosos são convidados para workshops práticos. Demais. Só acho agora que eles deveriam trazer esse projeto para o Brasil, afinal nossos parques nacionais são muito mais bonitos :) [via Springwise]

Canon_parks

Orange “Spot the Buzz” [bull]

Postado por Fabiano Coura em 05/06/09 as 14h45

Spot-the-bull

A Poke resolveu relançar com a Orange o projeto “Spot the Bull”, para promover o patrocínio da marca no festival Glastonbury. Resolvi falar sobre esse projeto dessa vez porque ele me faz pensar o quão importante um ingrediente inusitado pode ser para ressaltar o que, no final das contas, é apenas uma simples promoçãozinha online. A mecânica é muito diferente: você se cadastra e faz uma aposta para dizer onde um touro [equipado com um GPS] estará posicionado exatamente às 15h [uma espécie de batalha naval com um touro]. Se você acertar, você ganha ingressos para o festival. O site mostra onde o Desmond (nome do animal) está naquele momento e permite que você veja imagens minuto a minuto. Detalhe: acabei de passar pelo site e o Desmond já tem 432 seguidores no Twitter.

Uma marca pra sempre

Postado por Fabiano Coura em 05/06/09 as 12h20

The Beatles. The Legend. The Brand. E agora: The Game [Incrível o que a tecnologia pode fazer por uma marca]. Nesse caso, conseguiu juntar a banda novamente, recriando todo o clima, a magia e as sensações da época para toda uma nova geração de consumidores. Vejam abaixo o sensacional filme para o lançamento do aguardado RockBand dos Beatles, que acabou de ser liberado na E3. A animação foi criada e produzida pelo mesmo animador que criou os Gorillaz - Peter Candeland.

GP | Mi Case, Su Case na ESPM

Postado por Fabiano Coura em 04/06/09 as 09h24

Quem não foi no evento do Grupo de Planejamento na ESPM, perdeu. Tenha certeza disso. Sim, tava muito frio, mas deu gosto de ver a sala lotada de planners [e lotada de gente de diversas disciplinas, não só de propaganda]. É sempre mesmo um enorme prazer encontrar os demais colegas de serrrviço e tomar uma aula de apresentação com o Sr. Ken e seu amigo perna-de-pau-Biro-Biro. Também foi ótimo conhecer o case todinho da Bohemia, desde o comecinho, com sua belíssima e perene estética - apresentado pela Cynthia Horowicz. Pra fechar, a Rita Almeida com sua enorme simpatia arrebentou com a maravilhosa história da Favela Chique de Paris [putz, Brasil-sil-sil conquistando total o velho mundo]. Abaixo segue o ppt da apresentação que eu fiz, contando minhas 2 histórias: a do App Seguro Auto da Bradesco Seguros e a do Whopper Sacrifice, da Crispin.

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Never hide | Super chameleon

Postado por Fabiano Coura em 22/04/09 as 11h23

A Ray-ban segue forte com a sua estratégia de criar pequenos e divertidos curtas e distribuí-los pela web. Até quando marcas vão se beneficiar dessa estética de "filme feito em casa" eu não sei, mas até lá vamos nos divertindo com a sequencia da Cutwater, de SF.

Axe 100 Girls

Postado por Fabiano Coura em 20/02/09 as 12h36

[Stickness]. Uma palavra que representa algo fundamental em execuções de comunicação na Internet. Representa a atratividade – ou magnetismo – que uma determinada oferta de serviços ou conteúdos exerce para prender a atenção das pessoas. A lógica é óbvia: quanto mais tempo o indivíduo fica exposto (ou melhor ainda, experimentando) o seu conteúdo, maior será a absorção da mensagem que você deseja transmitir.

Interatividade e participação são ingredientes fundamentais para alavancar essa métrica e, quando combinados, são capazes de potencializar em muito a idéia. Para exemplificar isso, te convido a conhecer o projeto 100 Girls, criado pela BBH NY para AXE. Uma idéia simples, mas absurdamente bem executada, que convida o target a ter o seu cabelo supostamente avaliado ao vivo por 100 mulheres, de uma maneira bem inusitada.

http://www.axehaircrisisrelief.org/100girls/

Axe

Puma King Print Campaign

Postado por Fabiano Coura em 03/02/09 as 22h49

As chuteiras de futebol da linha Puma King são meio que uma lenda entre os jogadores. Aliás, muitas lendas, como Pelé e Maradona, por exemplo, usaram esse produto ao longo de seus mais de 40 anos de existência. Mas não é sobre esse tipo de engajamento que eu queria falar. Eu queria apontar como esse tipo de campanha - linda e muito bem produzida - tem o poder de chamar a sua atenção, por mais que futebol não role na sua praia. Arte pura. Um presente para quem está folheando uma revista. E só por isso os criativos precisam mesmo cada vez mais beber em outras fontes. [veja outras peças da campanha após o jump].

Puma-king-1

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A inovação muitas vezes está embaixo do seu nariz

Postado por Fabiano Coura em 03/02/09 as 17h34

Inovação. Em tempos de crise essa é uma das palavras que mais se ouve por aí [e também é uma das palavras mais mal usadas de todos os tempos]. Todos estão atrás do que não foi feito, do que é único, do que vai chamar a atenção das pessoas de uma forma incrível... blábláblá. Nessa correria, qualquer coisa virou inovação. Buzzword que pra muita gente já nem carrega o significado que merece. Aliás, fica até parecendo que inovação é a solução perfeita para tudo, para quem tem um produto ruim, para quem desperdiça dinheiro com processos mal pensados ou desrespeita seus clientes em um call Center. Bobagem. As empresas precisam de muito pouco para inovar. Às vezes só precisam ver se não tem nada embaixo do seu próprio nariz. O exemplo que me tocou essa semana está no recém lançado e-commerce da Casas Bahia. Os caras contrataram um ator que de forma bem humilde e didática apresenta o site, dicas e demos de produtos (acabei de ver que são mais de 126 vídeos até o momento, postados inclusive em um canal próprio no YouTube). É a mais sincera adaptação da experiência da loja para a Internet. Você tem o produto lá com todos os detalhes, compara, vê fotos e tudo mais – exatamente como nos demais sites de venda pela web – mas pode receber o usual malho de vendas que recebe na sua visita a loja física, também na loja virtual. Gênio. E você não sabe da maior: funciona até de madrugada (veja aqui). Pescou?

Veja o vídeo

Execuções "extra-interativas"

Postado por Fabiano Coura em 12/12/08 as 17h30

Parece que eu já vi esse filme por ai. Parece mesmo que não dá mais para desassociar tecnologia de comunicação. Especialmente se você quer fazer algo para não passar despercebido. Clique na imagem para ver.

   

Contextual ads na TV

Postado por Fabiano Coura em 11/12/08 as 17h16

Isso tinha passado pelo meu radar. Totalmente. Reencontrei hoje nos meus favoritos do YouTube e me pareceu algo mais bacana do que tinha parecido quando vi pela primeira vez. Resolvi compartilhar porque acho que realmente temos algo novo aqui... Esse projeto praticamente funciona como um AdWords, só que na TV. E sem o clique :) Ok, menos.

AC/DC em macro de Excel

Postado por Fabiano Coura em 26/10/08 as 18h23

Os vídeos musicais muitas vezes são explorados como espaço de laboratório por artistas e novos diretores ávidos por inovar e testar novas linguagens e caminhos. Eu acho que isso ocorre, pois bandas demandam muito mais inovação do que se permitem as empresas e suas marcas. Esse ano tivemos o maravilhoso trabalho do Radiohead, com o clipe House of Cards, com quase 5 milhões de visualizações no YouTube so far, e criado através da visualização de informações coletadas com o uso de uma tecnologia que captura dados em 3D dos objetos, cenas e rostos dos artistas.

A banda australiana AC/DC resolveu surfar essa onda e está lançando o primeiro vídeo clipe em Excel do mundo. Além do fato de que um arquivo desse tipo pode muito mais facilmente invadir um ambiente corporativo (sim, conheço muita gente que não pode acessar YouTube do trabalho) não vejo nenhum outro motivo pelo qual uma pessoa normal curtiria assistir um clipe de rock dentro do Excel. Anyway, como tudo aquilo que nunca foi feito antes dificilmente passa direto pelo nosso radar, me parece um recurso interessante para chamar a atenção para um lançamento de uma banda que há muito tempo não gravava e declara continuamente que não se dá muito bem com esse novo cenário do mercado fonográfico em que pessoas baixam músicas e tal.

Animação em ASCII não é algo inovador. Há muito, mas muito tempo atrás, eu assisti o trabalho de um doido que recriou trechos do Star Wars em caracteres (iniciado em 1997) - e foi feito tudo na mão mesmo, sem tecnologia para transformar imagens em texto (aqui) , como parece ter sido nesse trabalho do AC/DC.

Anyway, Angus Young Rocks. Baixe o formato original no site aqui ou assista um trecho no vídeo abaixo.

Oásis | Explorando novos canais de comunicação

Postado por Fabiano Coura em 21/09/08 as 20h30

O álbum só sai no dia 07 de outubro, mas já é possível ouvir 3 faixas inéditas pelas ruas de NYC. Essa é a ação de pré-lançamento do novo álbum do Oasis, executada pelos músicos do MUNY (Music Under New York). Além do filme abaixo, dá para ver algumas fotos enviadas pelas pessoas para o grupo no Flickr aqui.

Compre o New Beetle que foi do Ronaldo e ajude o Graacc

Postado por Fabiano Coura em 10/07/08 as 12h09

O Juniot trabalha aqui na Neogama e teve uma idéia muito bacana: encontrou uma forma diferente para vender seu carro e dar um grande apoio as crianças com câncer do Graac. No vídeo logo abaixo ele mostra o Beetle e comprova que o carro era mesmo do fenômeno! A mecânica da venda segue o formato de um leilão por email até o dia 09 de agosto, com lance mínimo é R$50.000. Além disso, uma parte do valor da venda será revertida para a instituição de acordo com a quantidade de views que o vídeo tiver no YouTube:  100 mil acessos – 20%, 500 mil acessos – 50%, 1 milhão de acessos – 70% será doado.

Para participar, envie sua proposta até o dia 09 de agosto para o newbeetledoronaldo@gmail.com, replique esse vídeo em seus blogs e envie esse post para seus amigos.

Update do post com as palavras do próprio Juniot: Independente de quantos acessos o vídeo tiver, o Graacc já tem garantido 10 mil reais (ou 20% do valor mínimo). O que eu quero mesmo é chamar atenção pro trabalho sério que eles fazem.

Tour de France

Postado por Fabiano Coura em 10/07/08 as 11h21

Incrível o tanto de oportunidades que são desperdiçadas pela falta de entendimento de como as coisas devem ser na Internet. Entenda: as pessoas não ASSISTEM a Internet, elas USAM a Internet. Sutil diferença? Os canais devem se complementar, sempre.

Acompanhe ao vivo o Tour de France nesse site e sinta a diferença.

Tourdefrance

Liteart | Meu GP do Future Lions

Postado por Fabiano Coura em 21/06/08 as 12h06

Thebrief

Que projeto legal esse para a marca de lanternas Maglite. Escolhi como o meu preferido na seleção apresentada pelo pessoal da AKQA logo de cara. Tem todos os componentes que eu acredito que um projeto de comunicação moderno deve ter: conteúdo, arte, participação dos consumidores, produto como principal protagonista e uma idéia central forte que, além de permitir vários desdobramentos, é extremamente bloggable. O mais legal: criado por jovens estudantes da Berghs School of Communication, de Stockholm.

Futurelion

Procurei um pouco mais sobre o projeto, mas nem no site do Future Lions ele foi publicado ainda, apesar de ja ter ganho prata na categoria de estudantes do Clio. Basicamente o core da idéia é o desenvolvimento de um software que utiliza uma webcam para interpretar os movimentos da lanterna em frente ao computador e transformá-los em linhas e traços (abaixo). Os estudantes pensaram em todos os detalhes de uma campanha ampla e interativa para convidar e engajar os consumidores: envolver artistas para criar peças incríveis e viralizar o conteúdo do processo na Internet, distribuir outdoors interativos pelas ruas, criar uma galeria das artes criadas pelos consumidores na web, etc, etc, etc. Isso sim é algo concreto que aponta para o futuro da nossa indústria, pois em alguns poucos anos esses é o mindset que irá invadir as agências de todo mundo.

Liteart1

MySpace Hypertargeting

Postado por Fabiano Coura em 20/06/08 as 22h40

Hypertargeting

Hypertargeting é o processo do MySpace para encontrar grupos homogêneos de acordo com as informações providas pelos próprios usuários à plataforma de relacionamento. O bacana dessa tecnologia é que a segmentação é baseada totalmente na expressão livre dos interesses, desejos e momentos dos usuários.

Hypertargeting2

Dentre os benefícios que eu vejo nesse modelo, acho que o mais importante é a possibilidade de se ter uma base comportamental “fresquinha” para se trabalhar, uma vez que o algoritmo de segmentação pode ser rodado continuamente, acompanhando dessa forma o comportamento dos usuários e refefinindo seus perfis. Para viajar um pouco mais, imagine se em um futuro próximo você poder inferir informações sobre os life events que estão para acontecer na vida dos indivíduos da comunidade. As possibilidades da comunicação dirigida serão infinitas e muito pertinentes. Confira abaixo os 867 grupos identificados, agrupados em 10 diferentes perfis.

Segments

Farfar: Seja um assassino de leões você também

Postado por Fabiano Coura em 20/06/08 as 16h01

Nessa polêmica experiência interativa os suecos da Farfar mandaram muito bem. Garantiram um acesso rápido e bem digirido ao site deles. Seja sincero: se você se deparasse com a mensagem abaixo você não clicaria? Infelizmente os 10.000 acessos aconteceram em questão de poucos minutos, logo após o término do workshop deles, e não pude acompanhar o assinato AO VIVO. De qualquer forma, veja o filme abaixo e acesse o site da brincadeira aqui se quiser entender a idéia.

Farfar

In the Motherhood | Da Internet para TV

Postado por Fabiano Coura em 18/06/08 as 20h04

Inthemotherhood

David Lang – presidente da MindShare e a Laura Klaubert - VP of Global Media da Unilever – apresentaram seu sitcom online “In the Motherhood”, um projeto de conteúdo assinado pela marca Suave de produtos de higiene pessoal da Unilever, e amparado em 2 insights: (1) as mães olham para outras mães em busca de conselhos, mais do buscam especialistas; e (2) por mais absurdo que pareça, as mães ficam felizes quando encontram outras mães em uma situação pior do que a delas (veja o episódio do avião!). A inovação está no fato de que pela primeira vez um anunciante desse porte resolveu usar a Internet como realmente ela deve ser utilizada, mesclando suas principais forças para engajar suas consumidoras. O projeto tem todos os componentes para engajar as consumidoras com a marca, ao mesmo tempo em que divulga os produtos, aumenta a consideração e estimula a compra:

(1) As próprias consumidoras enviam suas histórias reais para os roteiristas (conteúdo gerado pelo consumidor);

(2) Os roteiros pré-selecionados são votados e discutidos pela comunidade (consumidor no poder / comunidade por afinidades);

(3) A dona da estória escolhida é então convidada para acompanhar toda a produção em Holywood e aparece no making of do episódio, que também fica disponível no o site (participação do consumidor e conteúdo diferenciado);

(4) Os programas podem ser assistidos quando e como as consumidoras quiserem (vídeo on-demmand);

(5) O produto está sempre em segundo plano, mas é evidente que ele é o grande astro do show, entregando a proposta da marca através dos temas dos episódios: Suave é uma marca que tem como objetivo ajudar as mães que desejam voltar a ter tempo que elas tinham antes de ter seus filhos;

(6) A marca atua como um “enabler” do processo de criação, colaboração e participação junto a seus consumidores – Dá voz as mães consumidoras da marca;

(7) Inúmeras execuções criativas derivadas do conceito convidam as consumidoras para acompanharem os episódios em todos os canais pertinentes (material de PVD, embalagens, spots de TV, etc);

(8) A marca atua prestando um serviço, oferecendo uma plataforma para que as mães possam se conectar entre si;

O show virou uma febre nos EUA (já são mais de 17 milhões de views) e em apenas 2,5 meses o site se tornou o 5o. destino online para pais e mães de maior tráfego nos EUA. Detalhe: a ABC fechou um acordo com a Unilever para transmitir o programa em TV, o que acabou gerando uma discussão entre nós por aqui: porque devemos celebrar o sucesso de um projeto só porque ele foi para a TV? Será que todo o charme e todos os motivos do sucesso dele (colaboração e participação) não vai se perder nesse meio de caminho? Definitivamente os tempos são outros.

Acesse o website do projeto aqui.

MTV Austrália | Welcome Snoop

Postado por Fabiano Coura em 17/06/08 as 20h26

Snoopsite

Para aumentar a relevância da MTV junto ao seu público na Austrália, se aproveitaram do polêmico Snoop Dog, que na época respondia por acusações de porte de arma e de drogas nos EUA e teve seu visto australiano negado. Uma campanha muito divertida e muito bem executada convidava as pessoas para o site onde as pessoas podiam protestar e votar pela liberação da cidadania para o Snoop. No final, toda uma geração de adolescentes absolutamente sensibilizada pela causa se tornou ainda mais fã da emissora, que captou um número de novos assinantes 3X maior durante a campanha, comparado com períodos anteriores. O filme abaixo conta todo o case, focando o engagement planning realizado para ampliar o envolvimento das pessoas durante a campanha.

   

Lead India | Uma campanha que mobilizou uma nação

Postado por Fabiano Coura em 17/06/08 as 20h20

A JWT da India levou o GP desse ano em Direct. Um projeto que começou com um anúncio institucional do India Times – o maior jornal daquele país - na virada do ano passado, e se transformou em um movimento político e social de enormes proporções, que mobilizou toda a população. O movimento incentivava os indianos a pararem de reclamar e lutarem mais por um país melhor. O filme abaixo resume bem o case e comprova o poder que nossa indústria definitivamente tem de mudar a vida das pessoas. Se eu conseguir o filme completo do case posto para vocês. É bem emocionante.

   

Advertising Activism!

Postado por Fabiano Coura em 17/06/08 as 19h59

Advertisingactivism

Post do Fernando Bacellar

Este ano em Cannes, pelo menos por um breve momento, o universo glamoroso de belas imagens, grandes montagens e retoques digitais deverá ser subjugado pelo tradicional nu e cru fotojornalismo.

Assim a Getty images, o maior banco de imagem do mundo, que provavelmente possui a maior parte de seu faturamento relacionado a imagens publicitárias, proporciona uma palestra que traz à tona uma questão controversa, porém de grande valor.

O que vemos agora é uma abordagem diferente quanto ao que é considerado como o melhor conteúdo visual, que tecnicamente e conceitualmente tem o poder de "arrancar" alguma reação do espectador.

Os grandes pioneiros deste tipo de linguagem, como a Magnum Photos, que foi criada por "Pelés" do fotojornalismo, como Cartier-Bresson e Robert Capa, até hoje se apoiam e sustentam sua credibilidade em trabalhos que buscam mostrar a real face do mundo em que vivemos.

Para a Getty não podia ser diferente. Apesar de como todos os outros também figurar entre os detentores de grandes acervos jornalísticos e autorais - premiados e reconhecidos por entidades como o World Press Photo - a questão agora é: será que o fotojornalismo pode ser utilizado como propaganda? A nossa dura realidade pode vir a ser usada como publicidade? A comunicação está pronta para isso? E o consumidor?

Acredito que este é um debate que deve ser discutido com seriedade e responsabilidade a fim de buscar uma finalidade político-social com o intuito de melhor direcionar o lado aspiracional do mundo atual,  conseguindo assim (ou pelo menos tentando) aproximar pessoas  e grandes marcas em prol de uma atitude positiva em relação aos problemas que assistimos (e até vivemos) em nosso dia-a-dia.

eBay da França leiloando anúncios na TV

Postado por Fabiano Coura em 17/06/08 as 06h18

Na linha do "coloque seus consumidores a frente da sua marca", essa campanha da Euro RSCG de Paris foi um grande sucesso aqui na França e está concorrendo em Integrated. Já levou um D&AD por inovação em TV. Veja o case na íntegra no vídeo abaixo.

iPod no Palito

Postado por Fabiano Coura em 16/06/08 as 20h09

É para o Brasil comemorar: das 4 inscrições de promo que foram para o shorlist, 3 receberam leão de bronze. O iPod no Palito, da Bullet, levou 2. A idéia é muito bacana, muitíssimo bem executada e sua implementação tem um grande mérito. Vale rever o filme que conta todo o case abaixo.

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Honda | Carta para você plantar

Postado por Fabiano Coura em 16/06/08 as 20h03

Essa mala-direta, aparentemente simples, foi impressa em um papel que contêm sementes em sua composição! Ignorei o fato de que essa peça tenha sido criada por uma fabricante de automóveis para me apaixonar por ela. Achei uma belíssima idéia, muito bem executada, e torci por ela quando ví que ela foi parar no shortlist de direct hoje. Pelo que o Marcio Salem comentou, ela esbarrou na trave.

Hondaletter

Diamond Shreddies | 45 graus de mais sabor

Postado por Fabiano Coura em 15/06/08 as 21h56

Diamond

Após 68 anos no mercado, a marca Shreddies (cereal matinal da Kraft Foods) estava um pouco fora de forma e, de certa forma, um pouco esquecida no Canadá. O objetivo da campanha era fazer com que as pessoas voltassem a olhar para esse produto, fazer com que os consumidores reparassem nele por outro ângulo, e literalmente foi isso que a Ogilvy do Canadá fez. Esse foi um dos cases mais interessantes entre todos os que eu pude assistir hoje do long list de titanium. Interessante pela simplicidade da idéia e pela forma irreverente que ela foi executada. Repare na reação das pessoas no vídeo que conta o case abaixo e acesse o site aqui para ver um pouco mais. Tem até uma promoção que está dando diamantes de verdade numa mecânica comprou, achou & ganhou.

   

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