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Vídeos "empurrados" X Coisas que incentivam o remix

Postado por Fabiano Coura em 21/06/10 as 06h54

A palestra da GoViral começou esse ano amparada em números e estatísticas, falando o que todo mundo já sabe: a importância das plataformas de vídeo online e a migração de audiência da TV para YouTube blábláblá [de fato o crescimento de audiência de vídeo online foi 9x maior do que o crescimento da audiência da própria Internet durante os últimos 5 anos]. Nesse sentido, não há uma marca sequer que não tente se aproveitar disso, buscando envolver as pessoas com seus conteúdos. A maior parte das empresas ainda faz isso de forma simples e convencional, apenas distribuindo seu conteúdo offline [aka 30 sec ads] através dessa plataforma ou patrocinando eventos diversos que tenham a proposta de gerar conteúdo específico para a Internet. Desse contexto, surgiu uma frase daquelas de inserir em ppt de pitch [bonita e complicada]: “Product narrative stories around product values is powerfull” – veja abaixo os filminhos realizados pela Nokia para lançar seu modelo N8, que aproveita bem dos insights básicos que dão o shape viral a um vídeo na Internet e de recursos específicos do YouTube (links entre vídeos, nesse caso). Na minha opinião o que acontece é que há uma oportunidade muito maior que está passando despercebida, há algo na verdade muito maior acontecendo e que não está sendo capturado por essa estratégia básica: o remix de conteúdo por parte das pessoas – a capacidade criativa das pessoas em reinterpretar, recriar e repostar conteúdos. Para entender o que eu estou falando aqui, basta entrar no YouTube e digital “iPad” na busca. Você vai ser que o comercial de 30’ (que aliás é um product demo, pois sabemos que obviamente esse produto se vende sozinho) está na 24a posição da busca com o filtro de relevância (na segunda página). Os 23 primeiros vídeos apresentados no resultado foram postados em sua maioria por usuários, que capturaram a essência do produto, se inspiraram e se dispuseram a criar esses conteúdos alternativos. O vídeo do iPad sendo triturado pelo famoso liquidificador da Blendtec, por exemplo, teve quase 7 vezes mais views (7.2 milhões) do que o filme oficial da Apple (a propaganda). O que isso quer dizer? Quer dizer que o frameset usado pelos criativos para se conceber esses vídeos continua apoiado na forma tradicional de se fazer conteúdo push, de se pensar mais na reação emocional do que na motivação e na inspiração das pessoas por criar e recriar coisas. Essa é apenas uma perspectiva diferente... Ainda estou refletindo sobre isso e queria mesmo só dividir esse pensamento. Os filmes citados estão logo abaixo.

Nokia's N8 Foosball Fever

iPad

Will It Blend? – iPad

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