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Os 10 Mandamentos do Engajamento | #4

Postado por Fabiano Coura em 18/09/07 as 09h14

Aprendemos na escola que os serem humanos são os únicos animais racionais desse planeta. Você ainda acredita nisso? Todas as nossas decisões são de alguma forma moldadas ou validadas pelas nossas emoções. Em nossas reações dificilmente ocultamos nossas emoções, pois elas sempre prevalecem, mesmo que instintivamente. Vai comprar um carro novo? Espaço, conforto ou economia não serão as variáveis mais importantes na decisão, pois no fundo você quer mesmo é “pegar emprestado” todos os atributos daquele produto para completar o seu “ser” emocional. Quando você conhece alguém, aquela primeira impressão certamente prevalecerá sobre qualquer argumentação de quem a conhece melhor. Somos assim, funcionamos assim e ponto.

Como publicitários e marqueteiros, sabemos que para vender precisamos atingir primeiro o coração, para depois alcançar o cérebro. Dessa forma, vender nada mais é do que capacitar o consumidor a reconhecer o valor emocional daquilo que estamos oferecendo. Esse é segredo de muitas das mais memoráveis campanhas publicitárias já criadas: todas elas são amparadas em um forte insight emocional – uma perspectiva ou peculiaridade emocional única capaz de levar a liderança um produto que, tecnicamente, poderia ser até pior do que seus concorrentes. Esse talvez seja o motivo pelo qual os maiores institutos de pesquisa do mundo vêm investindo em tecnologias e estudos para compreender as reações cerebrais e desenvolver serviços para auxiliar agências a testarem “cientificamente” as emoções despertadas pelas suas peças.

Além disso, vale ressaltar que vínculos emocionais não somente criam uma marca mais forte, mas também competitiva, pois permitem que ela possa ser circunstanciada em diferentes produtos, países e mercados.

Comece então pensando: quais seriam as traduções emocionais dos benefícios racionais oferecidos pela sua marca? De que forma essas emoções poderiam gerar um maior interesse e envolvimento, muito além do simples impacto? Como suas mensagens deveriam que ser para driblar emocionalmente qualquer argumentação racional de seus consumidores?

Compartilhe a sua visão e seus exemplos de idéias, campanhas, cases e projetos que estão alinhados a esse mandamento. Basta deixar suas sugestões no formulário de comentários abaixo :)

Conheça a coleção de IDÉIAS alinhadas a esse mandamento >>

Conheça o manifesto Engajar ao inves de Falar >>

Comentários

Oi, Fabiano!

Você não vai continuar escrevendo sobre os 10 mandamentos não?

Eu estava gostando...

Abs,
Marcelo Ferraz

Fabi, li uma entrevista super legal no Valor de ontem que tem a ver com vínculos emocionais no processo de construção de lojas, principalmente lojas-conceito. O entrevistado era o Marcello Dantas, da Magma+, e o nome do artigo é "As vantagens de inspirar o cliente". Link pra ele: http://www.varejista.com.br/novo_site/desc_materia.asp?id=33457

beijos

Duda.

Olá Fabiano!

Acredito que os vínculos emocionais não são explorados apenas de maneiras positivas, como no caso da Arnet, mas também de maneira negativa. Afinal não temos controle sobre as emoções das pessoas, e corremos o risco de despertar emoções negativas. Esse é o caso da campanha do Estadão que ataca os blogueiros, transformando-os em caricaturas dignas de piada. A campanha é bem criativa e engraçada, mas será que valia a pena despertar a fúria da blogosfera (como aconteceu), cada vez mais influente em nossa sociedade da informação?

Escrevi sobre o tema em meu blog:
http://ideasforbreakfast.blogspot.com/2007/08/yesbutnobutyesbutno-no-no-no.html

Devemos sempre nos atentar a isso.

Abraço,

Gustavo Gontijo
Planner (lembra do redator que virou planner?) rsrs
Aktuell p.s.v.a.

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